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sábado, 2 de fevereiro de 2019

No Afeganistão, os EUA revisitam a síndrome do Vietnã, depois de 17 anos de guerra e destruição

31.01.2017 - Finian Cunningham, Information Clearing House


tradução: btpsilveira



É a guerra mais prolongada dos EUA, custando enormes somas de “sangue e dinheiro” como afirmam os líderes dos Estados Unidos. Mas parece que os EUA estão aceitando finalmente uma derrota histórica no Afeganistão, comparável à vergonhosa derrota na Guerra do Vietnã.

Negociações intensas entre autoridades (norte)americanas e os insurgentes do Talibã produziram o “maior passo concreto” na direção do fim da guerra que já dura quase 18 anos no Afeganistão, de acordo com o New York Times.

Novas conversações estão marcadas para as próximas semanas para reforçar os detalhes, mas já existem  relatos de que os EUA estão retirando as 14000 tropas remanescentes do país da Ásia Central dentro do próximo ano, mesmo sem quaisquer garantias de reciprocidade pelo inimigo.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Coreia, Afeganistão e a arapuca da Guerra Sem Fim, por Pepe Escobar

23/8/2017, Pepe Escobar, Asia Times









Há mais paralelos que o olho não alcança, entre uma guerra dos anos 50s que nunca foi encerrada no nordeste da Ásia e outra guerra que já dura 16 anos, no ponto em que se cruzam a Ásia Central e o Sul da Ásia. Comecemos pela República Popular Democrática da Coreia ("Coreia do Norte").

Mais uma vez, EUA e Coreia do Sul insistem em seus "Jogos Vorazes" [ing. Hunger Games]. Não precisava ser assim.

O ministro de Relações Exteriores da Rússia Sergey Lavrov explicou como acontece:


"Rússia e China juntas desenvolveram um plano que propõe um 'duplo resfriamento': Kim Jong-un congela seus testes nucleares e para de disparar mísseis balísticos dos mais diferentes tipos; e EUA e Coreia do Sul congelam as grandes manobras na região, que estão sendo usadas como pretexto para os testes do Norte."


Pode-se chamar de diplomacia com consistência. Não há prova conclusiva de que a parceria estratégica Rússia-China tenha feito chegar esse plano diretamente ao governo do presidente Donald Trump dos EUA. Mas, se chegou lá, a proposta foi derrubada. Os proverbiais "especialistas militares" fizeram lobby forte contra ela, insistindo em que haveria vantagens indevidas para Pyongyang. Pior, o Conselheiro de Segurança Nacional H R McMaster é ativíssimo lobbyista a favor de guerra preventiva – como se fosse algum tipo de "resolução" séria de conflito.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Afeganistão maduro para mais guerra à distância?

22/8/2017, MK Bhdrakumar, Indian Punchline


"... e a "Operação Proteção das Papoulas Forever" continua... forever" 22/8/2017, Pepe Escobar (com Scott Rickard), Facebook.












No passado a Rússia já sugeriu que os EUA patrocinam clandestinamente o Estado Islâmico no Afeganistão. Na 5ª-feira, a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Rússia subiu o tom, e disse que "combatentes estrangeiros" que foram transferidos em "helicópteros desconhecidos" cometeram um massacre de xiitas Hazara na província Sar-e-Pol, no norte do Afeganistão. A porta-voz disse:

Os Talibãs se renderam e os EUA não aceitaram. Agora eles estão de volta

22.08.2017, Ryan Grim - Information Clearing House



tradução de btpsilveira







Por acaso você sabia que o Talibã tentou se render pouco antes da invasão do Afeganistão pelos Estados Unidos?

No Afeganistão, por séculos, quando uma força rival conquista o poder, os derrotados baixam suas armas e se integram à estrutura do poder – claro que com muito menos poder, ou nenhum. É como quando você lida com um vizinho chato ao lado do qual continuará a viver. Não se trata de um jogo de futebol, quando no final da partida cada time vai para a cidade onde está sediado. Para os (norte)americanos, é compreensivelmente difícil de entender, porque os EUA não lutam uma guerra prolongada no próprio território desde a guerra civil.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Trump pode terceirizar a guerra no Afeganistão, por MK Bhadrakumar

8/8/2017, MK Bhadrakumar, Indian Punchline














Num importante comunicado à imprensa em Manila, ontem, 2ª-feira, o secretário de Estado dos EUA Rex Tillerson falou sobre a revisão do caso Afeganistão que está sendo feita pelo governo Trump, e sugeriu fortemente que os ventos podem estar soprando a favor de pôr fim àquela guerra que já chega aos 16 anos. Disse Tillerson:

domingo, 7 de maio de 2017

Porque os EUA jamais vencerão no Afeganistão

06.05.2016, Douglas Wissing - Politico


Trump quer uma nova escalada afegã. Isso é uma ideia terrível – alguém precisa esclarecer ao presidente que ele nunca vencerá no Afeganistão.



tradução de btpsilveira







O Comboio de MRAPs (veículos especialmente construídos para resistir a minas terrestres caseiras – NT)se arrasta através da paisagem lunar da província de Helmand no centro do Afeganistão, epicentro da guerra inútil que os EUA travam há meio século para reconstruir o Afeganistão à sua própria imagem. Gerações de pensadores e soldados norteamericanos pretendiam transformar essa terra austera em um celeiro e bastião para os valores democráticos. Em vez disso, criaram a maior plantação de papoulas para colheita de ópio do mundo e o coração da insurreição Talibã, cada vez mais próspera.