Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu
O papa Francisco dos Católicos Romanos foi saudado por sua coragem diante do Congresso dos EUA, por ter tocado em várias questões caras às 'esquerdinhas' light. O pontífice merece, afinal, algum crédito, sim, por ter falado de justiça social, redução da pobreza e da falta de moradias, alertado contra impactos ambientais deletérios e pregado políticas mais humanas de imigração. Mas há uma omissão gritante no discurso do papa ao Congresso: nenhuma palavra do papa aos políticos norte-americanos e, tampouco, nenhuma palavra na audiência privada que tivera, antes, com o presidente Obama.
Alguém ouviu do papa Francisco qualquer condenação explícita e clara às guerras sem fim promovidas por Washington em todo mundo e ao patrocínio que os EUA dão ao terrorismo global?
O Bispo de Roma não disse uma palavra, que fosse contra o serviço de fazer guerras e gerar conflitos em todo o mundo, ao qual os EUA dedicam-se. Silenciar aí é consentir, talvez seja até tornar-se cúmplice. E quando um dos mais destacados líderes religiosos do mundo cala-se e se omite, é como se tivesse absolvido os doentios pervertidos fazedores de guerras.


