segunda-feira, 13 de junho de 2016

Rússia prepara-se para divulgar e-mails interceptados de La Clinton

13.06.2016, OilPrice.com


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Fontes de inteligência confiáveis no ocidente já indicaram que receberam sinais de alerta de que o governo russo, em futuro próximo, divulgará o texto de mensagens de e-mail do correio pessoal da candidata presidencial às eleições dos EUA, Hillary Clinton, do tempo em que foi secretária de Estado. A divulgação, segundo indicam os alertas, provam que a secretária Clinton efetivamente expôs segredos dos EUA à interceptação por agentes e interesses estrangeiros, ao pôr informes altamente sigilosos do governo num servidor privado – o que caracteriza violação da lei norte-americana; e que, como se suspeitava e agora se confirma, o servidor foi atacado e hackeado por serviços de inteligência de outros países.

Putin: última alternativa 'pró-ocidente' na Rússia

7/6/2016, Glenn DiesenThe Interpreter


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



O ocidente tende a antecipar uma eventual queda de Vladimir Putin como evento a considerar com entusiasmo e otimismo, porque há quem espere por alternativa mais 'pró-ocidente' ou, mesmo, por uma volta das políticas da era Yeltsin. As sanções anti-Rússia depois da reintegração da Crimeia à Rússia [chamada em alguns artigos, até hoje, "tomada da Crimeia" (NTs)] foram concebidas para empurrar a população, a comunidade dos negócios e as elites políticas contra Putin, o que obrigaria Putin a modificar suas políticas.


O que se vê agora, porém, é que a pressão está aumentando, sim, para que Putin modifique a posição russa. Mas não é pressão que parta de alguma oposição pró-ocidente, mas dos falcões que querem que o presidente esqueça para sempre o tom conciliatório e responda mais coercitivamente para deter o avanço da OTAN.

EUA: Cinco perguntas & respostas sobre a viciosa campanha eleitoral presidencial

11/6/2016, Peter LavelleThe Duran


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

"Minha sugestão: Bernie deve ficar na campanha e esperar até que o FBI se manifeste."



Pergunta (P): Bernie Sanders saiu da disputa – a causa dele está perdida?

Resposta (R): Bernie Sanders – muito provavelmente – não será o candidato dos Democratas. Os doadores do Partido Democrata já decidiram. Não confundam oEstablishment do Partido Democrata com o Establishment dos Doadores – há uma diferença e uma intersecção. A intersecção é a máquina política da Clinton. Bernie sempre esteve em campanha para modificar a discussão política e as regras do Partido Democrata. Os amigos bilionários e pródigos dos Clintons jamais deixarão que aconteça. Hillary é a candidata do status quo e maior protetora da oligarquia financeira/dos negócios dos EUA.

(P): E a mídia-empresa dominante? O tratamento que deu aos dois candidatos Hillary e Sanders foi justo e equilibrado? 

sábado, 11 de junho de 2016

Moon of Alabama - Eleições EUA: a prematura presuntiva

8/6/2016, Moon of Alabama

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




A Associated Press ontem declarou Hillary Clinton candidata indicada "presuntiva" dos Democratas às eleições presidenciais, baseada em promessas de voto que superdelegados anônimos teriam feito.


É interferência sem precedentes em primárias que ainda não estão concluídas, num dia em que nenhuma nova votação pública estava prevista ou acontecendo.

Bernie Sanders disse que continuará a fazer campanha até a convenção. A esperança dele é que ou o FBI denuncie Hillary Clinton por usar servidor privado de e-mails não seguro para discutir assuntos sigilosos de Estado, ou que algum outro escândalo qualquer que envolva os Clinton torne ainda mais provável que ela venha a ser derrotada por Trump. Nos dois casos alguns superdelegados podem mudar o voto, e a convenção ainda pode escolher Sanders como candidato.

O FBI está sob controle de Obama e não há dúvidas de que Obama quer Clinton como candidata, para dar prosseguimento às políticas de direita dele. Mas o FBI anda vazando muito, e alguém com acesso ao caso pode querer conversar com algum repórter empreendedor.

Sanders solicitou audiência a Obama, que acontecerá [aconteceu] na 5ª-feira. Obama lhe oferecerá algum negócio em tudo muito semelhante a total capitulação. Sanders procurará meio para infiltrar na agenda do partido pelo menos alguma de suas políticas preferidas. Pedirá preço significativo para apoiar Clinton e provavelmente esperará até o último momento para fazê-lo [na medida em que se pode acreditar em 'notícias', parece que já desistiu e já está apoiando (NTs)].

Gente, em todo o planeta, coçará a cabeça sem saber de que diabo de democracia se trata, quando uma disputa pela presidência acaba reduzida às duas pessoas mais odiadas em campo e que são, ambos, representantes-procuradores de, mais ou menos, a mesma estreita faixa social.

As vozes de "Hillary Nunca" não se calarão facilmente. Um Trump racista, com políticas que ninguém pode prever, ainda assim pode ser menos danoso ao mundo que uma Clinton neoliberal conservadora belicista até o âmago, inamovível.*****

Rússia prepara-se para voltar a combater terroristas em Aleppo

60.06.2016, Alexander Mercuris (The Duran) in The Vineyard of the Saker

Terroristas atacam, e trégua na região aproxima-se do colapso

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Crescem os sinais de que os russos estão prestes a reiniciar o bombardeio em grande escala na e em torno da cidade síria de Aleppo.

O contexto é um acordo firmado por EUA e Rússia em fevereiro. O acordo determinava "cessação de hostilidades" entre as várias facções de terroristas sírios; e a Rússia comprometia-se a desescalar a campanha de bombardeio na Síria.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Por trás das mentiras da mídia-empresa: Derrubar as democracias latino-americanas

5/6/2016, Prof. John McMurtryGlobal Research, Canadá


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

A primeira reflexão começou como uma carta a um importante veículo da mídia-empresa internacional que frequentemente publica o que escrevo. Mas os golpes orquestrados pelos EUA para derrubar governos em toda a América Latina são indizíveis na mídia-empresa universal. Nenhuma comunicação se publica que ligue os pontos na ação comandada pelos EUA para destruir partidos políticos e quaisquer alternativas democráticas. É assim que se exerce o poder do sistema devorador de vidas, que consegue prosseguir na obra de depredação do mundo, agora dedicado a depredar estados latino-americanos cujas eleições aquele sistema não tenha conseguido controlar.




No artigo de primeira página do Guardian Weekly "Venezuelans angry for reform" (27/5-2/6), a palavra "reforma" só aparece na manchete. Entrevistam-se pessoas que querem "comida" e "bens básicos" numa dita "sociedade socialista" – conversa muito nossa conhecida de tempos passados. Da crise, só falam os que falam contra subsídios e compradores consumistas frustrados.

EUA: Democratas, com Hilary, são hoje o Partido da Guerra


8/6/2016, Robert Parry, Consortium News


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu





Com a escolha de Hillary Clinton como sua indicada presuntiva às eleições presidenciais, o Partido Democrata passou a ser um agressivo partido da guerra, depois de ter sido o que se poderia dizer um partido relutante da guerra. Praticamente sem debate, essa virada histórica fecha um ciclo, desde as atitudes antiguerra dos Democratas que começaram em 1968 e agora terminam, em 2016.

Desde a Guerra do Vietnã, os Democratas têm sido vistos como o mais pacífico dos dois grandes partidos nos EUA, com os Republicanos frequentemente atacando os candidatos Democratas por serem "soft" no que tivesse a ver com uso de força militar.

Mas a ex-secretária de Estado Clinton já deixou claro que mal pode esperar para usar força militar e fazer "mudança de regime" em países que se intrometam na trilha dos desejos dos EUA. Cedeu a estratégias dos neoconservadores favoráveis a intervenções violentas, especialmente no Oriente Médio, e adotou posição beligerante também contra a Rússia nuclear e, em menor extensão, também contra a China.