sábado, 20 de agosto de 2016

Putin dá luz verde aos economistas nacional-desenvolvimentistas contra globalistas neoliberais

2/8/2016, F. William Engdahl, New Eastern Outlook


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

Depois de mais de dois anos de crescimento econômico cada vez menos satisfatório e com a economia lutando contra taxas de juros de 10,5% do banco central, que tornam virtualmente impossível que novos créditos estimulem o crescimento, o presidente russo Vladimir Putin afinal rompeu um impasse interno, entre dois blocos de especialistas.
Dia 25 de julho, deu ordens para que um think tank de economistas, o Stolypin Club, prepare propostas para estimular o crescimento do país, a serem apresentados ao governo no 4º trimestre do ano em curso.[1]
Ao fazê-lo como o fez, Putin rejeita e desautoriza duas influentes facções de economistas liberais e/ou neoliberais, que, com sua ideologia ocidentalizante a favor do que chamam de 'livre mercado', levaram a Rússia à recessão politicamente e economicamente perigosa em que o país se debate hoje.
É movimento de enorme importância, que eu pessoalmente já esperava, desde que tive oportunidade de trocar ideias com colegas economistas em junho passado, no Fórum Econômico Internacional anual, em São Petersburgo.


Praticamente sem fanfarras, e sem grande entusiasmo, a mídia-empresa russa trouxe uma nota que pode vir a ter a mais profunda e positiva repercussão sobre o futuro da economia nacional russa. O blog (russo) Katheon, publicou que "O presidente da Rússia Vladimir Putin instruiu [o grupo Stolypin, de economistas] a concluir o relatório do Stolypin Club e, a partir daquele trabalho, preparar um novo programa de desenvolvimento econômico, que configure alternativa ao plano econômico de Kudrin. O programa deve ser entregue ao Gabinete do Conselho Econômico no 4º trimestre de 2016."

No seu comentário, Katheon observa o principal significado da decisão de abandonar a abordagem neoliberal claramente destrutiva, também chamada "de livre mercado", do ex-ministro de Finanças Alexei Kudrin:


"O Relatório do Clube Stolypin aconselha a aumentar investimentos, bombear dinheiro do orçamento do Estado para a economia e emissão de moeda pelo Banco da Rússia. Ao contrário disso, o conceito do Centro para Pesquisa Estratégica (Alexei Kudrin) sugeria que os investimentos teriam de ser privados e caberia ao Estado apenas garantir estabilidade macroeconômica, inflação baixa e baixo déficit no orçamento."

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

The Saker: Opções militares russas na Síria e na Ucrânia

15/8/2016, The Saker, Unz Review


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


As duas últimas semanas foram pródigas em desenvolvimentos militares que afetam diretamente a Rússia: 

Síria:


2) Rússia deslocará seu pesado transporte de aviões armado com mísseis cruzadores (que o ocidente frequentemente chama de "aircraft carrier") Admiral Kuznetsov para o Mediterrâneo ocidental para checar as capacidades de combate da nave e do grupo de ataque que transporta, e para unir-se, pela primeira vez, aos helicópteros Ka-52K de última geração.

Ucrânia:



3) O presidente Putin declarou que, nesse contexto, criar negociações com Kiev é ação "sem sentido".

Embora não sejam diretamente conectados, todos esses itens apontam para uma possível escalada militar, que pode resultar em a Rússia ter de engajar seus militares em operações de combate na Síria, Crimeia e Novorrússia. Por isso, faz perfeito sentido passar em revista, nesse momento, as opções russas em todos esses teatros de guerra.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Fogos de Erdogan dão chabu, rojões da OTAN estão molhados

(e não se aproveita nem tomate nem pepino, da reunião de São Petersburgo) 


0/8/2016, John Hellmer, Dances with Bears, Moscou


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Não há aluno de Direito na Inglaterra que, chegado pela primeira vez à lei e aos crimes, não tenha estudado o caso "Scott contra Shepherd". Nesse caso, decidido em 1773, um homem, que caminhava por um mercado, foi atingido no rosto por um rojão que lhe cegou um olho. A decisão do tribunal foi: se o sujeito acende e dispara rojões, ele é culpado por cegar um homem, mesmo que não tenha planejado o crime.

Nas preliminares da reunião dessa semana, em S. Petersburgo, o presidente da Turquia Tayyip Recep Erdogan brincou com rojões incendiários. O presidente da Rússia Vladimir Putin manteve os olhos bem abertos. Na conclusão da reunião em S. Petersburgo, na 3ª-feira à tarde, os olhos de Putin revelaram muito mais do que a boca, sobre Erdogan e sua conversa incendiária.

Governo russo está revendo as políticas neoliberais

10/8/2016, Paul Craig Roberts e Michael Hudson, Paul Graig Roberts Website

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

Entreouvido na Vila Vudu:

Nesse artigo, onde se lê "Rússia tenta resistir", pode-se ler "governo fantoche  #ForaTemer tenta entregar anéis e dedos" [pano rápido]
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Entrecomentado na Vila Vudu

"Na Rússia, Washington aproveitou-se de um governo russo desmoralizado, que buscou orientação em Washington, na era pós-soviética."

(Entrecomentário 1) No Brasil, Washington está, primeiro, tratando de desmoralizar o governo legítimo da presidenta Dilma, para pôr no poder um governo já mega-super-over-blaster desmoralizado do usurpador fantoche  #ForaTemer. Em seguida, Washington começará a se aproveitar [NTs].

"Só governo que não conhecesse o objetivo neoconservador dos EUA obcecados com alcançar/preservar a hegemonia mundial, teria algum dia exposto o próprio sistema econômico a esse tipo de manipulação por interesses organizados nos EUA e contra interesses locais de qualquer tipo."

(Entrecomentário 2) No Brasil, o governo golpista do usurpador fantoche  #ForaTemer é comandado de fora do Brasil e, aqui, está DELIBERADAMENTE e PLANEJADAMENTE trabalhando para expor o sistema econômico do Brasil a esse tipo de manipulação por interesses organizados nos EUA e contra interesses locais de qualquer tipo. 

Esse SEMPRE FOI o 'projeto Golbery' (1952), que entendia que o Brasil não teria meios para desenvolver-se sozinho e sem pôr em risco a 'segurança do hemisfério', e teria de ser "ancorado a centros desenvolvidos". Naquele momento da 1ª Guerra Fria, 'desenvolvido', pra esses caras, seria quem fosse mais furiosamente contra o bloco soviético. É o mesmo que dizer que o Brasil teria de ser ancorado aos EUA. É a tal dita 'dependência útil' [só rindo!], a qual, adiante, o sociólogo udenista facinoroso, FHC, tanto tentaria vender ou subalugar como se fosse alguma 'teoria' [NTs].)



Segundo várias notícias, o governo russo está reavaliando as políticas neoliberais que tão pouco ajudaram e tanto prejudicaram a Rússia, desde o fim da União Soviética. Se a Rússia tivesse adotado política econômica inteligente, a economia russa estaria em muito melhores condições do que está hoje. E, se tivesse restaurado a confiança no autofinanciamento, teria evitado a maior parte da fuga de capitais russos para o ocidente.

Washington aproveitou-se de um governo russo desmoralizado, que buscou orientação em Washington, na era pós-soviética. Acreditando que a rivalidade entre os dois países teria acabado com o fim do regime soviético, os russos acreditaram no conselho que os norte-americanos lhes deram, para modernizar a economia russa na direção de ideais ocidentais. Mas Washington logo traiu a confiança nos russos e acabrestou a Rússia numa política econômica concebida para assaltar o patrimônio econômico russo e transferir a propriedade deles para mãos norte-americanas no específico e não russas em geral. 


terça-feira, 9 de agosto de 2016

Jogos Olímpicos, como arma na guerra dos EUA contra Rússia

8/8/2016, Steven MacMillan,[1] New Eastern Outlook, NEO  


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


Ver também:
"Jogos Olímpicos 2016: ferramenta da nova Guerra Fria"
21/7/2016, Andrey Fomin, Oriental Review  (traduzido no Blog do Alok)



Em resposta à posição que a Rússia assumiu contra a agressão do 'ocidente' contra a Síria, o mesmo dito 'ocidente' lançou ataque total contra Moscou. Um dos principais disparadores dessa guerra sem tréguas parece ter sido a evidência de que, no plano diplomático, a Rússia derrotou inapelavelmente os EUA. Isso, desde quando Moscou conseguiu negociar um acordo que pôs as armas químicas da Síria sob controle internacional, depois do ataque em Ghouta, em 2013, com gás sarín – que o 'ocidente' tentou atribuir às forças do presidente Assad, mas que, na verdade, sempre foi ataque sob falsa bandeira para 'justificar' uma invasão militar à Síria.

domingo, 7 de agosto de 2016

Hillary Clinton, Senhora da Guerra: eis os planos, por Pepe Escobar

6/8/2016, Pepe Escobar, SputnikNews


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


Tudo começa com uma orgia entre wahhabistas e sionistas.

O ministro de Relações Exteriores saudita foi obrigado a entrar em hora extra de negar & negar a visita de uma delegação do seu país, chefiada pelo general aposentado Gen. Anwar Eshki, a Israel, dia 22 de julho.

Acontece que Eshki é íntimo do superastro da inteligência saudita e amigo, há tempos, de Osama bin Laden, o príncipe Turki bin Faisal, que recentemente teve encontro à vista de todos com os generais Yaakov Amidror e Amos Yadlin, ambos ex-membros do Exército de Israel ("Forças de Defesa de Israel", FDI).

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Arde, chama brasileira, arde... por Pepe Escobar

4/8/2016, Pepe Escobar, Telesur


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

"Se você mergulha no modo Rio de fazer as coisas, você espera todos os tipos de minimilagres espocando de dentro de sofrimentos imensos e inimigos inescapáveis."



O Rio sempre foi o epítome de gloriosa, bela confusão, em espetacular cenário geológico, sitiado por todos os tipos de formas de dificuldades criadas pelo homem e causadas por elites absolutamente repugnantes, arrogantes/ignorantes. O moto nativo é inescapável e ainda se aplica: "O Brasil não é para principiantes". O Rio, especialmente, é totalmente inalcançável inabordável, para principiantes. 

E isso nos leva, desde o começo, aos prognósticos dos gringos antes da Olimpíada, inexcedivelmente, previsivelmente, estúpidos. O triste espetáculo foi, do estúpido-simples, ao excruciantemente estúpido, originado de gringos patéticos, sem noção que sabem menos que zero sobre a cultura brasileira, suas nuances sociais extremamente complexas, questões geoeconômicas, ou daquele inigualável senso de humor nacional.

Mas, afinal, até que há uns poucos que nem são assim tão totalmente sem noção.