12/10/2017, The Saker, Unz Review e The Vineyard of the Saker
[ATENÇÃO: Excluíram-se da tradução desse artigo uns poucos trechos/repetições que nos pareceram muito enviesadas (p. ex: "se o Comunismo terminou formalmente na Rússia em 1991, os chineses também se afastaram silenciosamente dele, substituindo-o por uma modalidade tipicamente chinesa de Capitalismo" e/ou "Até o Comunismo chavista resultou em completa bancarrota da Venezuela": não são comentários factuais, nem são passos essenciais para desenvolver o argumento.
As exclusões estão marcadas com "(...)" no texto abaixo, para que os trechos excluídos possam ser localizados e lidos no original.
Fazemos assim o que nos parece ser honesta tentativa para conhecer a posição que tem, sobre esse tema, um dos mais interessantes autores brotado na blogosfera, que tantas vezes citamos e repercutimos, e fonte pródiga de saberes que não há no Brasil sobre a Rússia e o Oriente Médio no século 21. Ao mesmo tempo tentamos não nos deixar enredar no discurso anticomunista vicioso da Guerra Fria [NTs]).
(...)
Comunismo – o passado:
Para começar, nunca houve "colapso" da União Soviética. A URSS foi desmantelada de cima para baixo pelos líderes do Partido Comunista da União Soviética (PCUS) que decidiram que a nomenklatura soviética dividiria o "bolo" soviético em 15 fatias menores. O que aconteceu depois foi resultado da luta interna entre aquelas facções. Dado que ninguém jamais elegera aquelas gangues de apparatchiks do Partido para legitimamente dissolverem a URSS nem, de fato, para reformá-la fosse como fosse, as ações dos líderes soviéticos naquele momento devem ser descritas como golpe totalmente ilegal.

