20/2/2015, Eric Draitser, New Eastern Outlook, NEO
"A autoproclamada 'esquerda' que há algumas décadas fez crer que se opusesse àquelas políticas dos EUA na América Latina e em outros pontos do mundo parece que hoje, convenientemente, se dedica a esquecer o longo e difícil percurso que a Rússia e o povo russo tiveram de cumprir, até conseguir cravar as garras no chão escorregadio que os levou de volta à relevância no cenário mundial."
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Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu
Com as tensões entre EUA e Rússia só crescendo durante o último ano, também a opinião pública polarizou-se. Ao mesmo tempo, também a empresa-imprensa reverteu ao velho antagonismo da Guerra Fria contra a Rússia – empurrando a opinião pública no ocidente na direção de acintosa russofobia. E resta pouco espaço nas margens políticas para desconstruir a falsa narrativa, expor a agenda do império anglo-sionista e defender o direito de nações soberanas agirem com independência, sem ouvir os diktats dos norte-americanos.
E é aqui, nas margens da política oficial, onde se acumulam os muitos que querem falar contra a agenda dos EUA na Ucrânia e em toda a região, que se trava a verdadeira luta por corações e mentes. A política oficial simplesmente acompanhará as narrativas que a mídia-empresa serviçal do Império oferece, reafirmando assim suas quase totais impotência e irrelevância para a real luta política.
Mas já se ouve um coro em voz alta de vozes críticas, dissidentes e anti-imperialistas , cada dia mais impossível de ignorar.
E enquanto na extrema direita libertaristas e paleoconservadores engajam-se na própria disputa entre eles sobre apoiar a Rússia e o presidente Putin, assim também já há na esquerda um confronto interno, quase ideológico em torno do mesmo assunto.

