15/8/2017, Matt Bruenig, Jacobin Magazine
Um Estado Social de Bem-estar é mais que apenas uma rede de segurança. É um alicerce sobre o qual as pessoas podem construir a vida.
Rede de segurança. Rede de segurança. Rede de segurança. Aparentemente essa é a única metáfora que circula para descrever o estado de bem-estar, pelo menos no discurso político norte-americano. Cada político liberal, cada think-tank liberal e todos os especialistas liberais parecem jamais se cansar do eufemismo, mesmo que ceda tão rapidamente à metáfora conservadora igualmente chocante da rede de dormir [rede da preguiça] do Bem-estar [ing. welfare hammock].
Apesar da popularidade, a metáfora da rede de segurança sempre me chama atenção, como no mínimo muito confusa; e no máximo como indicativa de más políticas de bem-estar social. A mensagem da rede de segurança é que todos precisamos de amparo quando caímos, o que, claro, é verdade. Mas o papel de um bom estado de bem-estar social é precisamente proteger contra catástrofes, e muitos benefícios do bem-estar não são sequer usados para aquele fim.

