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terça-feira, 4 de abril de 2017

Pepe Escobar: Querem comunicação político-jornalística de alta octanagem democrática? Chamem Maria!














Maria Zakharova, porta-voz do MRE da Rússia: "Propaganda é ferramenta que todos os países usam, embora alguns em grau diferente. Nada além de meios para promoverem os próprios interesses na esfera da informação. Todos os estados têm trabalho de informação para promover suas políticas. Normal. Mas é muito ruim quando as empresas de mídia assumem campanhas de propaganda de caráter político. O que nossos colegas ocidentais fazem é inaceitável. Distorcem completamente os fatos. Fazem mais, isso sim, trabalho de desinformação. [...]

Sobre Aleppo, a campanha da propaganda ocidental só fez divulgar material que convencesse a opinião pública de que o papel da Rússia na resolução do conflito sírio nada teria de construtivo ou positivo; que teria sido extremamente destrutivo; para fazer crer que nossos parceiros políticos e militares na Síria teriam fracassado. A questão também foi usada para objetivos eleitorais, porque a equipe de Hillary Clinton muito se ocupou de política externa durante o tempo em que ela foi secretária de Estado. Claro portanto que sua campanha eleitoral cuidaria de divulgar só sucessos e vitórias dos EUA pelo mundo. Nesse quadro, o envolvimento da Rússia na Síria teriam mesmo de ser apresentado como destrutivo. E essa tolice virou tema central da campanha eleitoral nos EUA e recebeu atenção máxima! [...]

quarta-feira, 15 de março de 2017

Pepe Escobar: "E Deus inventou Maria..."

10/3/2017, Maria Zakharova, porta-voz do MRE da Rússia, via Pepe Escobar, Facebook














Jornalista: Foi anunciado recentemente que os EUA planejam enviar a artilharia do Marine Corps para a Síria, o que caracteriza claro afastamento da promessa do governo anterior, de que não haveria coturnos em solo. Como Moscou reagirá a isso?

Maria Zakharova: Mas... como Moscou 'reagirá' a quê?! E de que 'governo interior' você está falando? Que governo anterior? Nunca apresentou estratégia consistente para a Síria durante oito anos! Um dia, bombardeamos tudo; dia seguinte, nada de bombas; mais um dia, retiram-se da Síria; dia seguinte, invadimos a Síria; um dia derrubamos o governo; dia seguinte, nos acertamos com ele, para 'ação conjunta'. Essas flutuações aconteceram mês após mês... Um lado do governo não compreende o que o outro lado faz. A posição que é preciso implementar na arena internacional como abordagem norte-americana consolidada (a comunidade internacional precisa compreender essa política, porque aí se trata de ações na arena internacional). Mas a abordagem norte-americana consolidade nunca apareceu! Primeiro era um conceito. Depois mudaram de ideia. Nos últimos seis meses antes das eleições, assistimos à agonia da política de Washington para a Síria.

Por um lado, houve atividade sempre crescente na área da política exterior e, ao mesmo tempo, era atividade que nunca foi apoiada por ação em campo de militares norte-americanos. Lembram-se da distância que separava a posição de algumas forças no Departamento de Estado, e os militares norte-americanos?

Depois aconteceu evento ainda mais misterioso: seguiram em frente e abandonaram toda a política síria, sem nem ideia do que poderia acontecer, sem fim à vista. Na sequência, concentraram-se em Aleppo, mas não para resolver alguma coisa, só para inflar o mais possível a histeria e uma campanha de (des)informação orientada exclusivamente para as eleições. O que se pode dizer, se se analisa a abordagem do 'governo anterior'?”*****