Sistema sofre pressão inédita – da esquerda e da direita – mas resiste, apoiando-se no medo. Por que o populismo retrógrado ainda é mais forte. Como mudar o jogo
Por Perry Anderson, no Le Monde Diplomatique | Tradução: Antonio Martins
distribuída "PARA ESTUDAR", pela Secretária-geral do MST, aqui redistribuída
OBS. Essa análise é como a parte 'europeia' da mesma análise para a qual Rui Pimenta, do PCO, desenvolveu uma 'parte 'brasileira', na "Análise Política Semanal" que foi ao ar ontem (está em https://www.youtube.com/ watch?v=Uya1BxtwaJE ) [VV]
distribuída "PARA ESTUDAR", pela Secretária-geral do MST, aqui redistribuída
OBS. Essa análise é como a parte 'europeia' da mesma análise para a qual Rui Pimenta, do PCO, desenvolveu uma 'parte 'brasileira', na "Análise Política Semanal" que foi ao ar ontem (está em https://www.youtube.com/
O termo “movimentos anti-sistêmicos” era comumente usado, há 25 anos1, para caracterizar forças de esquerda, em revolta contra o capitalismo. Hoje, ele não perdeu relevãncia no Ocidente, mas seu sentido mudou. Os movimentos de revolta que se multiplicaram na última década não se rebelam mais contra o capitalismo, mas contra o neoliberalismo – os fluxos financeiros desregulados, os serviços privatizados e a desigualdade social crescente, uma variante específica do domínio do capital adotada na Europa e América desde aos anos 1980. A ordem econômica e política resultante foi aceita indistintamente por governos de centro-direita e centro-esquerda, de acordo com o princípio central do pensamento único e do dito de Margareth Thatcher, segundo o qual “não há alternativa”. Dois tipos de movimento agora se mobilizam contra este sistema; e a ordem estabelecida estigmatiza-os – sejam de direita ou de esquerda – como a “ameaça populista”.
