8/7/2017, Pepe Escobar, Asia Times
Desde o início, era garantida a "química positiva" na Mãe de Todas as Reuniões. O formato – só os quatro protagonistas, Vladimir Putin, Donald Trump, secretário de Estado Rex Tillerson, ministro de Relações Exteriores Sergey Lavrov e dois intérpretes – impedia qualquer vazamento. O encontro, previsto originalmente para 35 minutos, durou 2 horas e 16 minutos, e nem a aparição repentina da Primeira Dama Melania Trump – estavam atrasados para o evento Pompa & Circunstância da Elbphilharmonie – conseguiu interromper o fluxo.
Tinham de conseguir. Precisavam de manchetes. E conseguiram. Inclusive um possível primeiro passo de cooperação real: um cessar-fogo no sudoeste da Síria. Mas a maior verdadeira manchete é que a diplomacia vence a demonização.
Mesmo assim, do ponto de vista tóxico da Av. Beltway predominantemente russofóbica, aquela distopia travestida como reunião de cúpula – o G-20 real – não passou de pano de fundo: a única coisa que importava naquele G-2 era confirmar uma narrativa-obsessão: os russos, sim, interferiram nas eleições nos EUA.

