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segunda-feira, 24 de julho de 2017

Europa resiste às novas sanções dos EUA contra a Rússia, por Alexander Mercouris

24/7/2017, Alexander Mercouris, The Duran




Nota da União Europeia (UE) registrada pelo Financial Times fala de ação retaliatória contra os EUA se os EUA usarem as sanções para obstruir acordos de energia UE-Rússia, e apresenta planos para proteger as empresas europeias envolvidas naqueles acordos.

















Na discussão mais extensa do novo pacote de sanções contra a Rússia, que a Câmara de Representantes dos EUA deve aprovar amanhã, comentei que a UE se enfureceria ao receber o pacote de sanções dos EUA como fato consumado, sem qualquer consulta prévia, pacote que a UE sem dúvida veria o movimento como, no mínimo, a tentativa, por alguns grupos nos EUA, para forçar a UE a comprar o caro gás natural liquefeito dos EUA, em vez de comprar o gás barato do gasoduto russo.

Lá eu também disse que, dado que quase com certeza absoluta já é tarde demais para impedir que o novo pacote de sanções seja convertido em lei, a UE provavelmente responderia com ameaça de retaliação, no caso de os EUA tentarem multar empresas europeias que participem dos projetos de gasodutos russos, e tentaria negociar com o governo Trump algum acordo para proteger empresas europeias que participem desses projetos de serem multadas pelos EUA.

Segundo artigo publicado no Financial Times essa é a abordagem, exatamente, que a UE está adotando:

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

"Sanções": nome novo para guerra econômica ilegal

14/1/2016, Christopher Black,* New Eastern Outlook

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




A reaplicação e o aprofundamento de "sanções" que EUA e Europa impõem à Rússia, e a ameaça de novas "sanções" agora contra o Irã – armas usadas há muito tempo contra qualquer nação que não obedeça aos diktatsdaqueles 'sancionadores', de Cuba à China, do Zimbabwe à Venezuela, são mais e mais afrontas contra os povos russo e iraniano. Falsas esperanças surgidas em alguns grupos, de que os vassalos europeus dos EUA agiriam com independência e buscariam maior cooperação com Rússia e Irã, mais uma vez se mostraram irrealistas, baseadas numa avaliação errada de o quanto alguns setores comerciais estariam desgostosos ante o efeito das "sanções" sobre economias europeias.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Moon of Alabama - Não. O que 'funcionou' não foram as 'sanções' contra o Irã!

18/1/2016, Moon of Alabama


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu






Alguns mais (ou menos) espertos creem que a implementação do acordo nuclear iraniano mostraria que "sanções funcionaram":

Doug Saunders @DougSaunders
Paradoxo iraniano: essa semana provou q sanções funcionaram. Pior semana para os EUA imporem novas sanções 
10:42 AM - 17 Jan 2016

Nada mais completamente errado. Sanções não funcionaram no caso da questão nuclear com o Irã. E também não funcionarão no caso do programa de mísseis balísticos do Irã.

Outros autores já discorreram longamente sobre isso, mas é preciso repetir.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Mas... E qual é o verdadeiro negócio com o Irã?

31/7/2015, The Saker, The Vineyard of the Saker




Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu





Tenho de começar a coluna com um mea culpa: desde pelo menos 2007, vivo a prever que os EUA atacarão o Irã; e até agora, sempre errei completamente. O ataque nunca aconteceu. Mas acertei, ou pelo menos espero ter acertado, nas razões pelas quais esse ataque não conseguiu se materializar, pelo menos até agora. Em termos puramente militares, um ataque contra o Irã não poderia ser bem-sucedido, porque o Irã tinha opções demais, para contra-ataque assimétrico. Mas as verdadeiras razões por trás do fracasso certo de qualquer ataque dos EUA contra o Irã estão enterradas sob uma montanha de mitos que cercam a questão nuclear iraniana. Hoje, proponho examinar, embora não muito profundamente, o maior desses mitos.

O mito: Irã trabalha num programa militar nuclear 

Esse, claro, é o principal mito, a pedra basilar de todas as demais tolices que se escreveram sobre o Irã. A resiliência desse mito baseia-se num fator simples: é impossível provar uma premissa que comece com "não". Assim como o Iraque jamais pôde provar que não tinha armas de destruição em massa, o Irã não pode provar que não tem programa militar nuclear. A comunidade de inteligência dos EUA mostrou nível de coragem realmente surpreendente quando, apesar da pressão imensa de neoconservadores que endossavam esse mito, a comunidade concluiu, no 2007 NIE, que o Irã tivera um programa nuclear no passado, mas parou de trabalhar nele. Mesmo assim, o bom-senso nos confirma o que se pode descrever como "prova circunstancial eloquente" de que o Irã não tem qualquer intenção de desenvolver alguma arma nuclear.

Para começar, desenvolver realmente uma arma nuclear não significaria que o Irã conseguiria usá-la, muito menos contra Israel. À parte a bomba propriamente dita, capacidade nuclear implica ter todos os seguintes itens: