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segunda-feira, 27 de março de 2017

Reforma trabalhista, modernização catastrófica e a miséria da República brasileira, por Giovanni Alves

27.03.2017 - Giovanni Alves, Blog da Boitempo






A partir do golpe civil-militar de abril de 1964, o Brasil aprofundou sua integração subalterna à ordem capitalista mundial. O preço da integração dependente à lógica do movimento de acumulação do capital mundial foi a desintegração das condições materiais para a realização das promessas civilizatórias do salariato capaz de combater a profunda desigualdade social que historicamente caracterizou o capitalismo brasileiro. Pelo contrário, o novo regime autocrático-burguês reforçou as características oligárquico-conservadoras do capitalismo brasileiro, ao mesmo tempo que propiciou uma “modernização” identificada como sendo a integração subalterna ao núcleo orgânico do capitalismo mundial liderado pelos Estados Unidos da América e a conservação da estrutura de desigualdade social e concentração de renda. O golpe civil-militar de 1964 foi a travessia do Rubicão da história brasileira, promovendo uma inflexão histórica que demarcaria a civilização (e a barbárie) brasileira das próximas décadas.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Reforma da Previdência: O que nos aguarda, por Giovanni Alves

22.03.2017, Giovanni Alves em seu Facebook








Milhões de empregos diretos migrarão para contratos terceirizados, quarteirizados ou pejotizados. Será o fim das atuais categorias de trabalhadores. Todos serão transformados em prestadores de serviços, com rendimentos menores, jornadas maiores e sem direitos trabalhistas.

No setor privado teremos o fim de direitos às férias, décimo terceiro, descanso semanal remunerado, aposentadoria e diversas conquistas da Convenção ou Acordo Coletivo.

Esses trabalhadores terão sua capacidade de organização sindical esvaziada completamente, além do aumento significativo da rotatividade no emprego, da maior exposição a riscos de acidentes e mortes no trabalho.

No setor público, a terceirização das atividades-fins permitirá que milhares de prefeitos, vereadores e empresas públicas dispensem a realização de concursos públicos e passem a contratar firmas terceiras para prestar serviços ao “poder público”.

Vai ser instalada a festa dos amigos, apaniguados e comparsas do “governante de plantão”, aumentando em muito a corrupção no Brasil.

Imagina a quantidade de vereadores e amigos de prefeitos que vão montar uma firma para fornecer serviços e mão-de-obra para as prefeituras.

A terceirização sem limites vai, ainda, precarizar o atendimento à população usuária do serviço público.

Teremos aumento do desemprego, redução da massa salarial e do consumo, redução da arrecadação do tesouro e demais fundos públicos, aumento das desigualdades sociais e barbarização das relações trabalho.

HIC RHODUS, HIC SALTA!