27/11/2015, Valeriy Kulikov, New Eastern Outlook
Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu
A evidência de que há real perigo de as atividades terroristas do ISIS, também conhecido como 'Estado Islâmico', avançarem bem além do Oriente Médio e diretamente para o coração da Europa, parece ter devolvido vários líderes europeus de volta ao planeta Terra e ao bom senso. O discurso que o presidente Putin fez à Assembleia Geral da ONU, conclamando os europeus a unirem-se e criar uma coalizão para combater contra o ISIS nos termos do que ordena e admite a lei internacional, parece ter finalmente mobilizado os neurônios de alguns líderes políticos no 'ocidente'.
Um dos efeitos dessa novidade foi já uma declaração de François Holland depois dos atentados terroristas na França, sobre sua intenção de se associar ao processo de constituir uma coalizão internacional para combater contra o ISIS.
Segundo comentários a Business Insider, Iam Bremmer, diretor do Eurasia Group, uma das maiores empresas de consultoria e pesquisa do mundo, a França – que declarou guerra ao ISIS –, está agora à procura de parceiros. "Não há parceiros aproveitáveis entre os 'rebeldes' sírios e nunca houve, nem antes dos atentados em Paris" – diz Ian Bremmer. – "Além disso, não há apoio de tropas 'ocidentais', para que a França possa iniciar, sozinha, qualquer guerra".

