terça-feira, 4 de abril de 2017

Pepe Escobar: Querem comunicação político-jornalística de alta octanagem democrática? Chamem Maria!














Maria Zakharova, porta-voz do MRE da Rússia: "Propaganda é ferramenta que todos os países usam, embora alguns em grau diferente. Nada além de meios para promoverem os próprios interesses na esfera da informação. Todos os estados têm trabalho de informação para promover suas políticas. Normal. Mas é muito ruim quando as empresas de mídia assumem campanhas de propaganda de caráter político. O que nossos colegas ocidentais fazem é inaceitável. Distorcem completamente os fatos. Fazem mais, isso sim, trabalho de desinformação. [...]

Sobre Aleppo, a campanha da propaganda ocidental só fez divulgar material que convencesse a opinião pública de que o papel da Rússia na resolução do conflito sírio nada teria de construtivo ou positivo; que teria sido extremamente destrutivo; para fazer crer que nossos parceiros políticos e militares na Síria teriam fracassado. A questão também foi usada para objetivos eleitorais, porque a equipe de Hillary Clinton muito se ocupou de política externa durante o tempo em que ela foi secretária de Estado. Claro portanto que sua campanha eleitoral cuidaria de divulgar só sucessos e vitórias dos EUA pelo mundo. Nesse quadro, o envolvimento da Rússia na Síria teriam mesmo de ser apresentado como destrutivo. E essa tolice virou tema central da campanha eleitoral nos EUA e recebeu atenção máxima! [...]

Caracas, Venezuela - TSJ recuou. Parlamento segue, imprestável como sempre

1/4/2017, Caracas, Indira Guerrerro, para EFE



De: Jacob [por e-mail] 


O TSJ recuou – mas no nível institucional tudo continua igual na Venezuela: o Parlamento não legisla (por estar em desacato); o Poder Eleitoral aplica revisão com malha fina de caráter democrático, para definir quem de fato são os partidos políticos na Venezuela; o Poder Judiciário assume poderes Legislativos (por omissão desse); o Poder Moral/Popular continua articulando as grandes massas para a resistência; e o Poder Executivo atua através de medidas excepcionais para combater o golpe de direita em andamento (inclusive tenta neutralizar o terrível lockout controlado por empresários dos setores de alimentos e remédios, que traz sofrimentos ao povo). 
O golpe em curso na Venezuela foge ao padrão aplicado na América Latina, pois lá há resistência efetiva de caráter popular, mesmo a direita mostrando que possui algum grau de competência (está fortemente articulada com setores externos poderosos). É objetivamente difícil que o golpe de direita seja bem-sucedido. É preciso acompanhar com atenção o que se passa na Venezuela. Os artigos abaixo reunidos ajudam a compreender o que a mídia-empresa brasileira não informa. [assina] Jacob






Caracas, 1/4 (EFE) – A decisão do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela, de cancelar a controvertida medida pela qual se arrogava as funções legislativas muda praticamente nada na realidade do Parlamento, que continua como sempre imprestável, sem poder algum, navegando no limbo da ilegalidade.

A decisão do Poder Judiciário, que agora suprime as três medidas que retiravam da Assembleia Nacional suas funções e atribuições, deixa o Poder Legislativo quase no mesmo pé em que estava ontem, quando a decisão do TSJ ainda vigia; ou como estava há uma semana, quando nem se pensava nas tais três medidas.

A Assembleia Nacional – controlada por opositores do Governo – está sem competências e seus atos foram considerados nulos desde 11/1/2016, depois que deu posse a três dos 112 deputados de oposição, desobedecendo ordens da Justiça para que aquelas diplomações fossem suspensas até que se investigasse a denúncia de fraude na eleição dos três deputados.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Comece por aprender a pensar sobre Vladimir Putin

Christopher Caldwell,* Imprimis, Março 2017, vol. 46, n. 3




"Putin se tornou um símbolo da defesa da soberania e da autodeterminação das nações em luta contra o globalismo – que não trata todas as nações como iguais e aprofunda as diferenças entre miséria e riqueza, em vez de reduzi-las. Essa é a batalha de nosso tempo. 

Como o mostram as recentes eleições nos EUA – e o golpe de Estado no Brasil – é verdade nos EUA, como é verdade também na Síria e abaixo do Equador."













Vladimir Putin é poderoso símbolo ideológico e teste limite altamente revelador. É um herói para conservadores populistas por todo mundo e anátema para progressivistas. Não quero compará-lo ao presidente Trump, mas se se sabe o suficiente sobre o que um norte-americano médio pensa sobre Putin, pode-se com certeza dizer o que o mesmo cidadão pensa de Donald Trump.

Permitam-se esclarecer, de início, que não tento aqui uma 'aula' de o que pensar sobre Putin, que cada um pode aprender a fazer por sua conta. E quanto a isso há uma verdade básica que não se pode esquecer, por mais que seja frequentemente esquecida. Nossos líderes podem ter deblaterado contra a soberania desde o fim da Guerra Fria, mas não significa que, nem por um minuto, a soberania tenha deixado de ser objetivo primário da política, nos EUA e em todo o mundo.

Vladimir Vladimirovich não é presidente de ONG feminista. Não é ativista dos direitos dos transgêneros. Não é ombudsman apontado pela ONU para produzir e exibir shows de imagens a favor da energia verde. É o presidente eleito da Rússia – país relativamente pobre, mas militarmente poderoso, que em anos recentes tem sido roubado, humilhado e mal governado. O serviço de Putin tem sido proteger as prerrogativas e a soberania de seu país num sistema internacional que visa a erodir a soberania em geral e considera a soberania da Rússia, especialmente, como ameaça.

Pentágono & ISIS/Daech: o alvo é o Irã, por Pepe Escobar

31/3/2016, Pepe Escobar, SputnikNews













Na 4ª-feira, o general Joseph Votel comandante do Comando Central (CENTCOM) do Exército dos EUA mobilizou todo o Dr. Fantástico que nele habita, diante da Comissão das Forças Armadas da Câmara de Deputados dos EUA.

"Temos de procurar oportunidades nas quais possamos quebrar [o Irã], por meios militares ou outros." 

Por mais Orwellianos que sejam nossos tempos, a ideia de Votel ainda é declaração de guerra. Com a consequência nela embutida de reduzir a pó de traque o acordo nuclear da ONU, firmado com o Irã no verão de 2015.

Joseph Fantástico Votel não se deu o trabalho de medir palavras.

domingo, 2 de abril de 2017

Moscou e Pequim unem forças para substituir o dólar dos EUA no Mercado Global, substituindo-o pelo padrão ouro

01.04.2017 - Tyler Durden, Zero Hedge




Tradução btpsilveira






O Banco Central da Rússia abriu seu primeiro escritório fora de suas fronteiras em Pequim, em 14 de março, dando um passo decisivo para a construção de uma aliança Pequim/Moscou, a qual visa substituir o dólar dos EUA no sistema monetário mundial, e introduzir gradualmente um padrão de comércio baseado em ouro.

sábado, 1 de abril de 2017

O asqueroso legado de David Rockefeller, por F. William Engdahl

31.03.2017 - F. William Engdahl, Information Clearing House



Tradução btpsilveira




A morte de David Rockefeller, patriarca de fato do establishment (norte)Americano, aos 101 anos,  fez disparar na mídia corporativista uma cascata de louvores por sua alegada filantropia. Gostaríamos de colaborar para um retrato mais acurado do personagem.





O século (norte)Americano de Rockefeller

Em 1939, junto com seus quatro irmãos – Nelson, John D. III, Laurance e Winthrop – David Rockefeller e a Fundação Rockefeller, de propriedade da família, financiaram um grupo ultra secreto de Estudos de Guerra & Paz junto ao Conselho de Relações Exteriores de Nova Iorque, o mais influente grupo privado de think-tank dos Estados Unidos, que também era controlado pelos irmãos Rockefeller.

Uma plêiade de acadêmicos (norte)americanos foi reunida mesmo antes da eclosão da Segunda Guerra Mundial para planejar um império pós guerra, que o colaborador da Time-Life Henry Luce mais tarde denominou de Século (norte)Americano. Foi elaborado um projeto para arrebatar o império global das mãos dos britânicos já arruinados, mas cuidadosamente, decidiram que não chamariam isso de Império. Em vez disso preferiram usar o chavão “espalhar a democracia, a liberdade e o modo (norte)americano de livre empreendimento”.

O projeto analisava o mapa geopolítico do mundo e planejava de que maneira os Estados Unidos poderiam substituir o Império Britânico como potência dominante de fato. A criação das Nações Unidas foi um movimento crucial. Os irmãos Rockefeller doaram a terra em Manhattan para o Quartel General da ONU (e no processo acabaram lucrando bilhões de dólares pela valorização dos terrenos adjacentes, também de propriedade dos irmãos). É o jeitinho Rockefeller de fazer “filantropia”. Cada doação promovida é cuidadosamente calculada para aumentar a riqueza e o poder da família.

Bolhas econômicas estão a ponto de deixar os EUA de joelhos: “Os sinais são claros”

31.03.2017 - Daniel Lang, SHTFplan.com



Tradução btpsilveira




Se você está prestando atenção na degradação que grassa na economia (norte)americana desde a última crise financeira, você provavelmente também está atônito em ver como a economia dos EUA conseguiu chegar tão longe sem desabar. Eu estou. Fico chocado a cada ano que passa sem que aconteça um incidente grave.

Os sinais de perigo estão por todo o lado, para quem estiver disposto a ver, e as luzes vermelhas estão piscando. Qualquer pesquisa superficial sobre os números fundamentais da economia (norte)americana poderá mostrar a qualquer um que ela está em um caminho financeiro insustentável. É matemática simples. Mesmo assim o sistema tem se mostrado mais durável que as pessoas pensam.