terça-feira, 13 de março de 2018

Síria: Hezbollah recolhe algumas de suas forças, por Elijah J. Magnier


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


"O novo campo anti-EUA que se vai organizando em torno de Rússia, China e Irã não teme – sequer reconhece! – a velha monarquia norte-americana." Elijah J. Magnier Blog 
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"Não participaremos da 'coalizão' liderada pelos EUA contra ISIS/EI, porque EUA são mãe e pai do terrorismo"
[Said Hassan Nasrallah, secretário-geral do Hezbollah, em discurso no Líbano, dia 23/10/2014,
traduzido em redecastorphoto] (Epígrafe aqui acrescentada pelos tradutores).




O Hezbollah decidiu recolher suas forças ainda estacionadas em várias províncias da Síria e manter outras (atendendo ao pedido do presidente Bashar al-Assad da Síria), em atenção à segurança do Líbano e à luta contra Israel. Contudo, esse realocamento indica uma das consequências da guerra na Síria: o Levante será dividido e assim permanecerá por muitos anos adiante. Dito de modo sucinto, significa que forças turcas e dos EUA permanecerão como forças ocupantes em território sírio.

segunda-feira, 12 de março de 2018

The Saker: As armas da Rússia recentemente reveladas: Implicações Políticas

09.03.2018, The Saker, The Unz Review


Traduzido por Ruben Bauer Naveira



Para aqueles interessados nas implicações militares das recentes revelações por Vladimir Putin a respeito dos novos sistemas de armamento, eu recomendaria o excelente artigo de Andrei Martynov intitulado “AsImplicações dos Novos Sistemas de Armamento da Rússia”, que oferece uma análise soberba do que essas novas armas representam para os Estados Unidos e, especialmente, para a Marinha americana. O que eu pretendo fazer aqui é algo um pouco diferente, que é examinar algumas das consequências mais políticas dessas revelações.

Implicações dos novos sistemas de armas da Rússia

5/3/2018, Andrei Martyanov,  Unz Review 


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Durante a guerra russo-georgiana de agosto de 2008, as operações do 58º Exército da Rússia foram definidas como "coerção para a paz". É definição adequada, que faz lembrar o que estava então realmente em jogo. Os russos venceram aquela guerra e, sim, realmente coagiram a Geórgia a adotar comportamento muito mais pacífico. Em termos Clausewitzianos, os russos alcançaram o principal objetivo da guerra, dado que compeliram o inimigo a atender o desejo da Rússia. Os russos, como mostram os eventos dos últimos 19 anos, já não têm ilusões sobre a possibilidade de algum tipo de conduta civilizada razoável do Ocidente como um todo, menos ainda dos EUA, que continuam a viver na bolha que os isola das vozes exteriores da razão e da paz. O currículo global dos EUA das últimas décadas não exige quaisquer altas elaborações: é currículo de repetidos desastres militares e humanitários.

Um golpe à italiana*, por Pepe Escobar

9/3/2018, Pepe Escobar, Counterpunch


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Triunfo do "populismo"; Parlamento sem maioria definida;[1] Itália "ingovernável"; fim de Berlusconi; último capítulo na saga europeia do "fim dos partidos socialistas". As recentes eleições na Itália foram uma montanha russa de emoções desenfreadas. Mesmo assim, o núcleo político mais duro lá está, inescapável: só uma coalizão pode aspirar à maioria absoluta, uma – improvável – aliança entre o Movimento 5 Estrelas populista e a Liga de extrema direita, comandada por Matteo Salvini.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Mais uma guerra perdida: Ameaças dos EUA já não abalam o Paquistão, por MK Bhadrakumar

22/2/2018, MK Bhadrakumar, RediffNews


Se o plano dos EUA é usar a plataforma Força Tarefa de Ação Financeira, FTAF, para isolar o Paquistão e impor-lhe sanções, não funcionará, agora que países influentes como Turquia, Irã, Arábia Saudita, China e Rússia não apoiarão a campanha dos EUA'.


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Entreouvido na Vila Vudu:

Tudo isso ajuda a compreender o desespero com que CIA-FBI e Wall Street atiram-se hoje sobre a carniça-Brasil que o governo dos escroques, amparado no STF-com-tudo, rastejantes, lhes entregaram.





Movimento concertado entre EUA e aliados ocidentais para pôr novamente o Paquistão na lista de países 'em observação' da chamada Força Tarefa de Ação Financeira, FTAF [ing. Financial Action Task Force, FATF] parece tirado de um auto medieval – drama alegórico no qual Washington apareceria como exemplo de moralidade.

Para os não iniciados, essa FTAF é cria do G-7, concebida em 1989 para, supostamente, estudar e monitorar métodos de lavagem de dinheiro e aferir a conformidade.

Em décadas mais recentes, a tal 'força tarefa' converteu-se em observatório do terrorismo internacional e instrumento do Ocidente para ter jurisdição sobre algum suposto 'financiamento do terrorismo'.

O Paquistão, como muitos países, viveu entrando e saindo da lista de 'observação' da FTAF desde 2008. Até, curiosamente, recebeu um prêmio em 2013, por ter feito 'progresso suficiente' e desde 2014 foi tirado da lista 'negra'.

O movimento para reinserir o Paquistão na lista de 'observação' tem natureza política no atual contexto, quando os EUA estão montando instrumentos coercitivos para pressionar Islamabad a cooperar com a estratégia do governo Trump para forçar uma solução militar para a guerra do Afeganistão.

Dito de outro modo, trata-se de mais uma instância dos padrões dúbios que o Ocidente adota para questões de terrorismo internacional.

quarta-feira, 7 de março de 2018

Em Goutha: Guerra "Fria" dos EUA contra a Rússia para dividir a Síria, por Elijah J. Magnier

25/2/2018, Elijah J. Magnier, Blog, Damasco


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Está em curso na Síria uma guerra global entre EUA e Rússia, que atende pelo nome de "Situação humanitária em Ghouta", leste da capital síria, Damasco. É guerra suja, na qual se permitem todos os golpes baixos, os mais violentos, o que implica dizer que nenhuma das grandes potências aceitará a derrota.


Sim, há uma crise humanitária em Ghouta leste, e também em Kfariya e Al-Fo’a, que estão sob sítio desde o início da guerra, como aconteceu em Aleppo e na cidade de Al-Raqqah. A guerra cobra antes e sobretudo a vida de civis que não têm refúgio e estão à mercê das forças insurgentes: são as vítimas desse conflito internacional cujo campo de combate é a Síria, e assim tem sido já há sete longos anos.

Marco histórico: Rússia derruba resolução dos EUA sobre guerra ao Iêmen, por MK Bhadrakumar

5/3/2018, MK Bhadrakumar, Asia Times

Rússia indicou claramente que EUA e seus aliados ocidentais já não podem dominar todo o sistema internacional. E que a Rússia passa a se opor ativamente, por questão de princípios, à hegemonia dos EUA

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

Entreouvido na Vila Vudu:

Nikki Halley, a harpia sionista, embaixadora dos EUA à ONU, perguntou ao assessor:
"Que diabos significa "princípios"?! [pano rápido] (Dos "Comentários", 
Marko, in Russia Insider)



O veto dos russos no Conselho de Segurança da ONU nessa 2ª-feira, para bloquear o avanço de uma resolução apoiada pelos EUA que visava a condenar o Irã por supostas violações das sanções internacionais (com os EUA tentando, por essa via, agravar o conflito no Iêmen) foi marco histórico.

É a primeira vez que a Rússia derruba movimento liderado pelos EUA no Conselho de Segurança relacionado a conflito regional no qual os russos não estivessem diretamente envolvidos. Moscou não bloqueou os movimentos ocidentais contra o Iraque em 2003 ou contra a Líbia em 2011, apesar de, nos dois casos, haver interesses russos envolvidos. Moscou tampouco impediu que o governo do Kosovo fosse admitido à ONU como estado soberano, controlado pelo ocidente, em 2008, e engoliu a pílula, por mais amarga que tenha sido em todos os sentidos.