quarta-feira, 13 de março de 2019

Estratégia e táticas dos Coletes Amarelos


Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga




Movimento popular espontâneo

O Movimento militante dos Coletes Amarelos emergiu espontaneamente da base proletária – dos "de baixo" –, e rejeita a esquerda (centro) e a direita burguesa. O Movimento rejeita os fantoches de todos os lados que partilham o poder político já há um século, alternando a colaboração de classes sob ordens dos patrões do poder econômico, político e 'midiático', que são os reais patrões de todos; e rejeita também os "Indignados" – "Ocupa Wall Street" e outras manias de pequenos burgueses ofendidos pela nenhuma atenção que o grande capital e seus lacaios lhes dão.

Um país, duas sessões, ajustes variados, por Pepe Escobar


Congresso Nacional do Povo da China mostra o que é realpolitik sem diluição 


6/3/2019, Pepe Escobar, Asia Times


Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



Ao contrário do que oferecem as sombrias catastrofistas interpretações ocidentais, duas sessões agora em curso em Pequim oferecem mistura fascinante de realpolitik e ativo soft power. Todos os anos, duas sessões que envolvem o Congresso Nacional do Povo (CNP, corpo legislativo) e a Conferência Política Consultiva do Povo Chinês (CPCPC, corpo político de aconselhamento) apresentam o equivalente chinês de um 'discurso do estado da nação'.

O relatório do premiê Li Keqiang reconheceu que Pequim prevê riscos "mais graves e mais complexos" e desafios previsíveis e imprevisíveis", para concluir que a China tem de estar "preparada para combater combates duros" em 2019. Foi realpolitik sem diluir.

domingo, 10 de março de 2019

Ave Zé de Abreu, os que vão lutar contigo lhe saúdam, por Leandro Fortes

10.03.2019, Leandro Fortes - Facebook




No romance “Complô contra a América”, Philip Roth mistura personagens reais com outras, fictícias, para emoldurar uma obra literária chocante e absurdamente atual: o destino distópico dos Estados Unidos nas mãos de um presidente fascista eleito democraticamente, nos anos 1940.

Muito já se discutiu sobre a semelhança dessa obra do grande escritor americano, falecido em 2018, com a ascensão de Donald Trump, nos EUA. Mas foi a chegada de Jair Bolsonaro ao poder, no Brasil, que fez de “Complô” uma obra de clarividência.

Erdogan: "A Turquia não é escrava de ninguém"

Presidente da Turquia anuncia que "fechou negócio" para comprar os S-400s russos (e fala de um futuro S-500) 

8/3/2019, Tyler Durden, Zero Hedge


"O Sultão do Swing deitando e rolando.  O comentário de Erdogan sobre o S-500, é absolutamente CHAVE. Significa que quando os S-600s estiverem em produção, os russos – tão mais adiantados em relação ao resto do mundo – poderão começar a vender os S-500s, que anularão TODA E QUALQUER arma ofensiva aerotransportada. 
Diferentes de EUA, russos NÃO VENDEM suas armas mais avançadas, como os EUA vendem o F35."
(Pepe Escobar, no Facebook, 8/3/2019, 21h06 ·)


Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga


"Está feito" – disse o presidente Recep Tayyip Erdogan essa semana, enquanto o Congresso dos EUA ainda discute se entregará ou não os jatos F-15 Stealth produzidos pela empresa Lockheed e que a Turquia já comprara, dada a intenção da Turquia de aceitar sistemas russos S-400 de defesa antiaérea.

Erdogan disse enfaticamente, em entrevista à rede turca Kanal 24, que "Jamais mudaremos essa decisão. Não seria ético. Seria imoral. Ninguém deve pedir-nos para lamber o que cuspimos". Disse que o acordo com os russos já foi assinado e que a primeira entrega é esperada para julho. Erdogan acrescentou: 

"Somos uma Turquia independentes. A Turquia não somos escravos".

Raia o dia sobre o Sistema de Defesa Aérea S-500, que Erdogan disse, desafiando os EUA, que, no futuro, a Turquia poderá desenvolver (Image do blog Military and Commercial Technology)

sábado, 9 de março de 2019

"Trump precisa muito conversar com o Irã. Já pediu diretamente 8 vezes. Rejeitamos sempre."

7/3/2019, Teerã, FarsNews

Irã: Presidente, governo e militares que se dão ao respeito 

Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



O presidente Hassan Rouhani do Irã disse que rejeitou oito pedidos do presidente Donald Trump dos EUA, feitos durante sua estadia em 2017, nos EUA, quando participou da Assembleia Geral da ONU, para conversações com Irã. Rouhani repetiu que persiste até hoje a condição absoluta para qualquer contato: que Washington volte a se integrar ao acordo nuclear de 2015.

"Hoje só podemos escolher a via da Resistência. Quando estive em New York em 2017, o governo dos EUA solicitou oito vezes que recebêssemos o presidente norte-americano. E em 2018, cinco líderes mundiais tentaram mediar o mesmo encontro. Respondi a todos que o momento e as atuais condições não são adequadas. Antes, os EUA têm de se reintegrar ao acordo nuclear e reconhecer que erraram" – disse o presidente Rouhani, falando, na 5ª-feira, a funcionários do conselho administrativo da província de Gilan.

As Leis da Imitação, de Gabriel Tarde: imprensa e crime

21/6/2016, Jean Demerlia (modificado em 9/5/2018) RetroNews, 

Em seu livro Les Lois de l'imitation (1890), Gabriel Tarde descreveu toda a vida social a partir de um "princípio de imitação". Essa ideia foi várias vezes retomada na imprensa para analisar eventos do cotidiano, como explica Jean Demerliac.


"Por estranho que seja ele, dá-lhe boas-vindas. 
Há mais coisas no céu e na terra, Horácio 
do que sonham as tuas filosofices"

And therefore as a stranger give it welcome. 
There are more things in heaven and earth, Horatio, 
Than are dreamt of in your philosophy. William Shakespeare, Hamlet, Ato 1, Cena 1 


Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



Juiz de Instrução em Sarlat, Gabriel Tarde (1843-1904) abordou a sociologia a partir de sua prática penal e criminológica. Seus esforços para criar uma psicologia social na França colidiram frontalmente com as teorias de Émile Durkheim, para quem nenhuma psicologia poderia explicar fatos sociais.


Tarde é conhecido principalmente por sua obra As Leis da Imitação, [traduzida ao português, na íntegra, aqui] publicada em 1890, na qual quis demonstrar "o caráter socializante da repetição imitativa" e substituir a psicologia individual no coração do fato social.

Para Tarde, os fatos sociais têm origem num número limitado de gestos, ideias, crenças e opiniões geralmente introduzidas pelas elites, que se propagam e recombinam-se na sociedade por contágio ou por "ondas", de cima para baixo e lado a lado, assimilando progressivamente grupos, públicos e partidos. "A sociedade" – escreveu Tarde – "é a imitação; e a imitação é uma espécie de sonambulismo".

Hassan Nasrallah sobre a Síria: "Washington protegeu o Daech até o fim. Curdos e Turquia são os grandes perdedores"

26/1/2019, Entrevista do secretário-geral do Hezbollah, a Ghassan Ben Jeddou, fundador da cadeia pan-árabe e anti-imperialista Al-Mayadeen [Excerto transcrito e traduzido e vídeo legendado [fr.] por sayed7asan.blogspot.fr, transcrição aqui traduzida[1]].

Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



[...] Ghassan Ben Jeddou: Caros ouvintes, bem-vindos a essa segunda parte da nossa reunião global com Sayed Hassan Nasrallah, Secretário-Geral do Hezbollah. 


Eminente Sayed [descendente do Profeta], primeiro, durante o intervalo [publicidade], fomos informados que vários canais israelenses estão transmitindo essa entrevista ao vivo [dublada em hebraico], e que alguns canais já começaram a comentar [as suas falas]. Claramente é evento importante.



Passemos agora à questão síria, de um ponto de vista geral e estratégico. Podemos dizer, com precisão e clareza, que caminhamos caminhar para uma vitória final, decisiva, definitiva e completa na Síria? Ou será que o resultado é sempre complexo, para que não possamos dizer que a guerra se encaminha para o fim e que o Eixo da Resistência, ou a Síria em primeiro lugar, ainda não pode falar de uma vitória próxima?