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sábado, 1 de setembro de 2018

Grã-Bretanha, 2018: Elites trabalham para destruir Corbyn

28/8/2018, Jonathan Cook, Counterpunch


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

"A verdade é que a elite governante na Grã-Bretanha está explorando os judeus britânicos e alimentando seus medos, como parte de um jogo de poder muito mais amplo, no qual todos nós – todos os 99%, inclusive muitos judeus – somos descartáveis. Aquela gente continua a pôr fogo nessa campanha para estigmatizar Corbyn, mesmo sabendo que há o risco de a campanha gerar reação que leve a aumento muito real no antissemitismo."




O mais recente 'escândalo' que sacode a Grã-Bretanha – ou, para ser mais preciso, as elites britânicas – tem a ver com o uso da palavra "sionista" pelo líder dos Trabalhistas Jeremy Corbyn, líder da oposição e possivelmente o próximo primeiro-ministro.

Mais uma vez, Corbyn vê-se apanhado na armadilha montada para ele por umas poucas organizações de judeus, que se autoapresentam como muito improváveis representantes da "comunidade dos judeus da Grã-Bretanha", e por outro pequeno grupo, dessa vez de jornalistas de grandes empresas 'de mídia', que se autoapresentam como muito improváveis representantes da "opinião pública britânica". Para esses dois pequenos grupos, o país estaria enfrentando hoje o que gostam de chamar de "o problema do antissemitismo" do Partido Trabalhista".

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Fatos que provam o triunfo eleitoral de Corbyn

9/7/2017, Jonathan Cook, Counterpunch













Assistindo à cobertura que a BBC deu à eleição, qualquer um chegaria a duas conclusões. Primeira, que a campanha de Theresa May foi horrível e sabotou a candidata, em vez de promovê-la; e segunda que, por mais que Jeremy Corbyn estivesse festejando, ele saía das urnas, isso sim, absolutamente derrotado.

São as conclusões que se poderia esperar de uma classe de especialistas midiáticos que consumiram dois anos, sem trégua, ofendendo e caluniando Corbyn, declarando-o "inelegível", avisando que só teria votos de um pequeno nicho de radicais de esquerda, e anunciando que os Trabalhistas estavam a um passo da pior derrota eleitoral da história contemporânea – se não de todos os tempos. A mensagem de justiça social de Corbyn estaria alienando o interior do Reino Unido.

Assim sendo, temos de dar um passo atrás, examinar os números da eleição e ver como se saiu, na verdade, o partido Trabalhista liderado por Corbyn. 

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Neoliberais Vermelhos: Vitória de Corbyn desmascara o jornalismo falso democrático do Guardian



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

"Desde a eleição de Jeremy Corbyn como novo líder dos Trabalhistas britânicos, o noticiário em Israel está em surto.
"Novo líder trabalhista britânico: Antissionista" –
lia-se na manchete de Yisrael Hayom, o jornal mais lido em Israel, que pertence
ao fiel apoiador de Benjamin Netanyahu e rei dos cassinos Sheldon Adelson."
(NEVE GORDON, 18/9/2015, "
Israel em armas contra a ameaça Corbyn", Counterpunch)*



No outono de 2002 Ed Vulliamy, correspondente do jornal britânico Sunday Observer, tropeçou numa terrível verdade, da qual muitos de nós já suspeitávamos.

Em entrevista exclusiva, ele persuadiu Mel Goodman, antigo alto funcionário veterano da Central Intelligence Agency,CIA, que ainda tinha visto para livre acesso a documentos secretos, a declarar sem pedir anonimato que a CIA sabia que não havia armas de destruição em massa no Iraque. Tudo que os governos de EUA e Grã-Bretanha diziam aos cidadãos para justificar o ataque iminente ao Iraque eram mentiras.

Então, aconteceu algo mais extraordinário. O Observer não publicou a matéria.