12/3/2017, MK Bhadrakumar, Indian Punchline
A 'visita de trabalho' do primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu a Moscou, semana passada, tinha um objetivo chave relacionado ao conflito na Síria – uma conversa da mais alta importância com o presidente Vladimir Putin sobre a presença do Irã, na Síria. Antes de embarcar para Moscou, Netanyahu disse ao seu gabinete, em declarações públicas, que
- "No quadro de [um futuro acordo de paz] ou sem acordo de paz, o Irã está tentando implantar-se permanentemente na Síria – seja mediante presença militar em campo, ou presença naval –, e também mediante tentativa para gradualmente abrir uma frente contra nós nas Colinas do Golan. Manifestarei ao presidente Putin a vigorosa oposição de Israel a essa possibilidade."
Como é caracterísitico nele, Netanyahu tentou encurralar Putin já logo nas declarações iniciais, nem bem os dois sentaram no Kremlin,
- "Uma das coisas que nos une [Israel e Rússia] é nossa luta comum contra o terrorismo islamista. Ano passado alcançamos substancial progresso na luta contra o terrorismo islamista radical sunita liderado por ISIS e Al-Qaeda, e a Rússia deu grande contribuição para esse resultado e avanços. Claro, não queremos ver o terrorismo islamista xiita liderado pelo Irã entrando em cena para substituir o terrorismo islamista sunita."
As notas que os russos distribuíram à imprensa citavam fielmente cada palavra de Netanyahu, mas omitiam a resposta fulminante de Putin. O Kremlin optou por distribuí-la mais tarde, em matéria de RT:



