sábado, 24 de março de 2018

Mês verdadeiramente histórico para o futuro do planeta

23/3/2018, The Saker, The Vineyard of the Saker (e Unz Review)


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu






Março 2018 está destinado a ser mês verdadeiramente histórico.

1º de março, Vladimir Putin faz seu discurso histórico à Assembleia da Federação Russa.


8 de março, autoridades britânicas acusam a Rússia de ter empregado gás tóxico de efeito neurológico, em atentado fracassado para assassinar Sergei Skripal.


13 de março, o Comandante do Estado-maior da Rússia, general Valery Gerasimov alerta que "em caso de haver qualquer ameaça à vida dos nossos militares, a Força Armada Russa tomará medidas retaliatórias imediatas contra os mísseis e os veículos que os transportem". No mesmo dia o Comandante do Estado-maior das Forças Armadas e vice-ministro da Defesa general de exército Valery Gerasimov conversa por telefone com o general do Marine Corps Joseph Dunford, Comandante do Estado-maior dos EUA.


15 de março, o major-general Igor Konashenkov diz que o ministro da Defesa do Reino Unido não passa de "grosseirão pedante" e "intelectualmente impotente".


18 de março, Putin conquista vitória avassaladora nas eleições presidenciais. No mesmo dia, o general Votel, comandante do CENTCOM declara em depoimento à Comissão das Forças Armadas do Congresso que diferenças com a Rússia devem ser discutidas "pelos canais políticos e diplomáticos". Quando perguntando se seria correto afirmar que "com a ajuda da Rússia e do Irã, Assad venceu a Guerra Civil na Síria", o general Votel respondeu "Acho que não está certo. É afirmativa forte demais. Entendo que eles lhe facultaram os meios para... para alcançar posição predominante nesse momento".

19 de março, o Conselho de Relações Exteriores da União Europeia emite declaração pela qual apoia integralmente o Reino Unido.

21 de março, o Ministério de Relações Exteriores da Rússia convoca todos os embaixadores, para atualizá-los sobre o caso Skripal. A linguagem que o representante russo usa nesse briefing é possivelmente a mais violenta que qualquer autoridade russa (inclusive as autoridades soviéticas) jamais usou contra o ocidente desde a 2ª Guerra Mundial. Os representantes da França, Suécia e EUA presentes levantam-se e declaram sua "solidariedade" ao Reino Unido.

22 de março, o Comandante do Estado-maior das Forças Armadas e vice-ministro da Defesa general de exército Valery Gerasimov tem outra conversa telefônica com o general do Marine Corps Joseph Dunford, comandante do Estado-maior dos EUA. No mesmo dia, o general Gerasimov também falou por telefone com o comandante das forças dos EUA na Europa e comandante Supremo Aliado na Europa, general Curtis Scaparrotti.

Tudo isso posto, o que está realmente acontecendo aqui? Certamente ninguém acredita, a sério, que alguma autoridade britânica realmente pense que os russos tivessem qualquer motivo para tentar matar Skripal ou, dito de outro modo: todos sabem que, se os russos tivessem algum motivo, de modo algum teriam agido de modo tão estúpido. E a Síria, afinal de contas? O que se passa na Síria? Os EUA levarão a cabo o ataque a bomba, sob bandeira falsa, que planejaram?

quinta-feira, 22 de março de 2018

Fantasma de Gaddafi assombra o morto-vivo Rei Sarkô, por Pepe Escobar

22/3/2018, Pepe Escobar, Asia Times


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




A guerra da OTAN contra a Líbia, em 2011 foi vendida unanimemente em todo o Ocidente como operação humanitária inadiável contra o proverbial ditador do mal de sempre (Hillary Clinton: "Viemos, vimos, ele morreu".). Rússia e China manifestaram-se firmemente contra a invasão.


Agora, em virada histórica surpreendente, o fantasma do Coronel Muammar Gaddafi parece ter voltado para assombrar o ex-presidente Nicolas Sarkozy da França, autonomeado superstar espetacular da tal R2P ("responsabilidade de proteger"). A "bomba Coronel Sarkô" explodiu na 4ª-feira à noite: o ex-presidente havia sido indiciado e estava sob investigação formal por corrupção passiva, financiamento ilegal de campanha e apropriação fraudulenta de fundos do Estado líbio.

terça-feira, 20 de março de 2018

Os russos deixamos de respeitar o 'ocidente', por Margarita Simonyan

19/3/2018, Margarita Simonyan, RIA, Rússia
(Tradução do russo ao inglês, de Scott, in The Vineyard of the Saker, aqui retraduzido)



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Essencialmente, o 'ocidente' deveria estar horrorizado, não porque 76% dos russos votaram em Putin, mas porque essas eleições demonstraram que 95% da população russa apoia ideias conservadoras-patrióticas, comunistas e nacionalistas. Significa que ideias liberais lutam para sobreviver só entre míseros 5% da população.

Culpa totalmente de vocês, amigos 'ocidentais'. Vocês nos empurraram para o modo "russos nunca nos rendemos".

Quantas e quantas vezes já disse a vocês que procurassem especialistas normais, para aconselhá-los sobre a Rússia. Demitam essa legião de parasitas.

Com suas sanções & antolhos, a humilhação impiedosa a que submeteram os atletas russos (inclusive para-atletas), com os “skripals” e acintoso descaso pelos mais básicos valores da civilização, como a presunção de inocência, que os 'ocidentais' manobraram de modo hipócrita, combinada à imposição de ideias supostas muito liberais em seus países, à convulsiva histeria de massa, que faz qualquer pessoa saudável respirar aliviada por viver na Rússia, não em Hollywood, onde prospera aquela sempre mesma desgraça pós-eleitoral, nos EUA, na Alemanha, na zona do Brexit; com ataques a jornalistas de RT, considerados imperdoáveis porque sabem extrair e extraem todas as vantagens da liberdade de expressão e ensinam ao mundo 'livre' como se usa a liberdade de expressão a favor da civilização, não contra ela, a ponto de que, afinal, se pode ver que o 'ocidente' nunca cogitou usar para o bem a liberdade de expressão. Que a liberdade de expressão foi inventada como objeto de decoração, como um esfregão de cristal, que brilha ao longe, mas não serve para limpar os estábulos 'ocidentais', com toda a injustiça e a crueldade que desgraça o 'ocidente', a hipocrisia inquisitorial e as mentiras. Vocês, o 'ocidente', nos forçaram a não mais os respeitar. Nem vocês, nem seus chamados "valores".

Já não queremos viver como vocês vivem. Durante 50 anos, secretamente e abertamente, desejamos viver como vocês. Agora, não mais.

"Nenhum paciente exibiu sintomas de envenenamento por veneno de efeito neurológico em Salisbury"

19/3/2018, Moon of Alabama


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Houve alguns interessantes desenvolvimentos no caso de suposto envenenamento do agente duplo britânico-russo Sergej Skripal e sua filha.

As posições do governo britânico sobre o 'evento' vão-se tornando mais precárias a cada instante, conforme começam a ser manifestadas mais e mais dúvidas, e mais e mais inconsistências no que disseram as autoridades britânicas. E desaba o apoio internacional à 'versão May' dos fatos.

Dia 4 de março os Skripals desmaiaram num banco público em Salisbury, Inglaterra, depois de visitarem um pub e um restaurante. Foram levados ao hospital local. Um policial local teria sido provavelmente afetado também. (Ao final, há uma relação de postados sobre o assunto, com muitos detalhes.) Uma semana depois, dia 12 de março, o governo britânico disse que um veneno de ação neurológica teria sido a causa do 'incidente' e acusou a Rússia de ter sido responsável pelo envenenamento:

segunda-feira, 19 de março de 2018

Rússia, não responda aos insultos de propaganda do 'ocidente', por Peter Koenig

17/3/2018, Peter Koenig,* The Vineyard of the Saker


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

Entreouvido na Vila Vudu (1):

"Conselho que o PT deve considerar no Brasil, país que também está sob ataque da mesma guerra híbrida, que só pode estar vindo do mesmo inimigo de todos os BRICS, lá contra a Rússia, aqui contra nós, né-não?!"

Entreouvido na Vila Vudu (2):
"Engraçado é haver tantos 'analistas' que creem piamente
que derrotariam os BRCs, em encarnação Putin da Rússia, Xi da China e Lula do Brasil. Segue a luta. Volto quando parar de rir."
[Comentário, em Facebook]. 


A onda de insultos que o 'ocidente' dirige à Rússia nos últimos dias, desde o suposto ataque que teria sido cometido com um produto químico de ação neurológica que viria da era soviética, "Novichok" (cujo inventor, por falar disso, vive hoje nos EUA), contra um agente duplo, Sergei Skripal, e sua filha, Yulia, foi simplesmente horrenda. 

Especialmente no Reino Unido. A começar pela primeira-ministra May, que logo no primeiro instante acusou a Rússia de estar usando armas químicas em território britânico – e sem apresentar prova alguma de coisa alguma. Estranhamente, ninguém sabe onde estão Skripal e a filha, em que hospital estão sendo tratados, não há nem indício de qualquer tipo de análise de qualquer veneno, as vítimas não podem ser vistas, não se encontrou qualquer vestígio da substância que teria sido usada. A primeira pergunta que se tem de fazer é "Existem Sergei e Yulia?"

Rádio Gorilla avisa que bater no próprio peito e fazer-se de grande pode ser ruim, se você é Sergei Skripal; mas nem tão ruim, se você é Theresa May

15/3/2018, John Helmer, Dances with Bears, Moscou


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu





Imagine uma investigação de tentativa de assassinato a tiros sem pistola, bala, análise balística, impressões digitais, vestígios de pólvora na mão, testemunha, atirador, intenção, motivo. Não conseguiu imaginar? Pois nem você, nem o ministro de Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian.


Na 4ª-feira Le Drian anunciou a "total confiança da França nas investigações que nossos parceiros britânicos estão conduzindo" sobre o incidente do dia 4/3/2018 que envolveu veneno de efeito neurológico e Sergei e Yulia Skripal e um policial local em Salisbury.

sábado, 17 de março de 2018

Governos decretaram a 'verdade' sobre Skripal. Não se admitem vozes dissidentes

16/3/2017, Moon of Alabama


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




O incidente "Skripal" é hoje, por deliberação ou por acaso, parte de campanha muito maior sobre a dominação 'ocidental' sobre 'o leste'. A Rússia, que pôs fim ao momento unilateral  da primazia unilateral dos EUA, é hoje o principal alvo. A situação é extremamente perigosa, porque qualquer escalada, no Oriente Médio, na Ucrânia ou onde for, pode levar a uma guerra entre potências nucleares.

A 'verdade' que o governo decretou sobre o caso Skripal tem muitas discrepâncias. A conexão do caso com os russos é muito mais fraca do que as 'notícias' fazem crer. Mas não se admitem dúvidas nem qualquer dissidência.

A resposta política em torno do incidente que envolveu o agente duplo britânico-russo Sergej Skripal e sua filha começou devagar. No domingo, 4 de março, Skripal e a filha foram encontrados inconscientes num banco de rua em Salisbury, Inglaterra. A polícia e os serviços locais de emergência assumiram o atendimento.

Só dia 8 de março o caso começou a gerar ondas maiores. A BBC noticiou: