Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu
Entreouvido na Vila Vudu
(do artigo adiante traduzido, aqui em destaque):
"Na guerra que os norte-americanos e a OTAN estão fazendo agora contra a Rússia –
diz um banqueiro internacional não russo –, todos os "direitos de empresários" tornam-se obsoletos.
EUA conseguiram reverter 25 anos de privatizações russas, que os próprios EUA imaginavam que fossem eternas, irreversíveis."
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"A análise que Putin fez, dos novos armamentos [Discurso do presidente Putin à Assembleia da Federação Russa, 1/3/2018, traduzido], e da evidência de que, sim, as novas armas podem alcançar território dos EUA foi breve. (...) O sempre cauteloso Bulletin of the [American] Atomic Scientists gritou que Putin "não apresentou prova alguma de que as novas plataformas nucleares realmente existam" e tentou desqualificar o que não passaria de "animação em vídeo de supostas armas". Putin previu a reação e antecipou-se: "Podem ter certeza de que tudo que estou dizendo e mostrando é verdade. É verdade. Acreditem em mim."
Rogozin, Shoigu e Gerasimov redigiram o texto. Pela primeira vez, Putin falou com entusiasmo, e sem se esforçar por manifestar modéstia ou timidez. "Àqueles que nos últimos 15 anos dedicaram-se a acelerar a corrida armamentista e buscaram arrancar vantagens unilaterais contra a Rússia, impondo restrições e sanções – que são ilegais do ponto de vista da Lei Internacional –, com vistas a conter nosso desenvolvimento nacional, inclusive na área militar, digo o seguinte: Tudo que vocês tanto tentaram impedir que acontecesse, com essa sua política ilegal, já aconteceu. Ninguém conseguiu conter a Rússia."
Ao apresentar a estratégia russa, Putin cortou as pernas da teoria dos EUA para derrubar o regime russo. Mostrou-a como grave erro estratégico, que reforçou o presidente, quando visava a isolá-lo e derrubá-lo. Na prática, fontes russas em posições de decisão falam do renovado poder, hoje, do complexo militar-industrial russo e do alto comando militar, para combater contra os empresários oligarcas que sonhavam com derrubar Putin e eleger outro presidente. Estão prevendo [artigo de março/2018, ainda antes das eleições (NTs)] que o sucessor de Putin será mais militarizado e mais anti-norte-americano do que Putin considerava seguro para ele próprio, até agora." ["When Vladimir Putin Coughs, The Grippe Is Infectious – Kremlin Succession Showdown Starts", março-2018, John Helmer, Dances with bears (excerto aqui traduzido) Epígrafe acrescentada pelos tradutores].
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| À direita – Prefeito de Moscou Sergei Sobyanin na reunião do Conselho de Segurança, dia 6/4. À direita dele o general Valery Gerasimov, Chefe do Alto Comando do Estado-maior das Forças Armadas da Rússia e primeiro vice-ministro da Defesa. |
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À direita – Sobyanin na missa de Páscoa na Catedral de Cristo Salvador, dia 8/4. À direita dele, o presidente Vladimir Putin. |
Papai Política, como Mamãe Natureza, abomina o vácuo.
E assim aconteceu que, já antes de o Tesouro dos EUA ter anunciado as mais recentes sanções do 'ocidente' contra indivíduos e respectivas empresas russas por "atividade maligna por todo o mundo", o presidente eleito Vladimir Putin cuidou de preparar um gabinete de ministros para o novo mandato, baseado no princípio de que teria de ser construído como comando do quartel-general para combater guerra total, em todas as frentes, sem a opção de negociar os termos da guerra com o inimigo.