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sexta-feira, 3 de março de 2017

A estratégia chinesa em sua “guerra ao terror”: empregos, não drones

01.03.2017, Caleb T. Maupin - greanvillepost.com




tradução de btpsilveira






O governo chinês está empregando uma estratégia inédita para reduzir a ameaça de terrorismo nas suas regiões autônomas tradicionalmente instáveis do Tibete e Xinjiang. Ao providenciar novos empregos e melhores moradias, o governo conseguiu conter a ameaça de separatismo.


WASHINGTON — Em 01 de março de 2014, oito homens e mulheres empunhando facas atacaram passageiros em uma estação de trens na cidade de Kunming, no Sul da China. Os atacantes portando facas de lâminas enormes mataram 31 pessoas e feriram outras 143. Quatro dos atacantes foram mortos por uma equipe SWAT na cena do crime enquantooutros três foram executados em março de 2015 por seu envolvimento no ataque.

sábado, 5 de dezembro de 2015

Terror islamista, segurança e a Hobbesiana questão da ordem

03.12.2015, John Grey, New Statesman, UK

" ... a língua do homem é trombeta de guerra e sedição"
Thomas Hobbes, Leviatã, cap. 5º, "Do Cidadão"*






Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Os liberais frequentemente se preocupam com a necessidade de proteger os cidadãos contra a violência do Estado. Mas, em tempos de terror global, perigo muito, muito maior advém dos (ing.) failed states, estados malsucedidos.

Dentre as consequências das atrocidades cometidas em Paris – várias delas com consequências que ainda nem se consegue antecipar agora, ainda tão perto dos acontecimentos –, uma pelo menos já parece razoavelmente clara. O Estado está retornando à sua função primária, de provedor de segurança. 

Com soldados das Forças Especiais vasculhando as ruas de Londres e Bruxelas paralisadas sob toque de recolher, o que se tem são respostas mais que claras à alta probabilidade de que mais ataques ocorram. 

O que estamos testemunhando é a redescoberta de uma verdade essencial: nossas liberdades não são sólidas construções autossuficientes, mas construtos muito frágeis, que só se mantêm satisfatoriamente intactas e operantes se estiverem sob o escudo protetor do poder do Estado. A ordem liberal ideal que estaria supostamente emergindo na Europa é fantasia. A tarefa de defender a segurança pública voltou a recair sobre governos nacionais – únicas instituições capazes de proteger os cidadãos.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Brookings Institute quer liquidar a Síria


6/8/2015, MIKE WHITNEY, Counterpunch




Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu







Eis o o-que-é-o-que-é da política exterior dos EUA do dia: O que é 'mudança de regime' sem mudança de regime? 

'Mudança de regime' sem mudança de regime é o governo do regime que está no poder, mas não consegue governar. Esse é o atual objetivo da política dos EUA para a Síria: enfraquecer a capacidade para governar do presidente Bashar al-Assad, sem removê-lo do gabinete de governo. A ideia é simples: use os 'jihadis' pagos e treinados pelos EUA para capturar e ocupar porções relativamente grandes do território, tornando impossível para o governo central controlar o estado. Esse é o plano do governo Obama para enfrentar Assad: torná-lo irrelevante.

A estratégia apareceu explicada em detalhes num artigo de Michael E. O’Hanlon do Brookings Institute, sob o título "Deconstructing Syria: A new strategy for America’s most hopeless war" [Desconstruir a Síria: Nova estratégia para a mais sem esperanças das guerra dos EUA]. Aqui vai um excerto:

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Importante discurso de Bashar Al Assad, Presidente da República Árabe da Síria

"Discurso aos presidentes e membros das organizações populares, sindicatos e câmaras de comércio, agricultura e turismo"
26/7/2015, (pontos principais) trad. ao port. Jihan Arar (aqui revista)
Distribuída pela Embaixada Da República Árabe Síria No Brasil

Há versão integral (transcrita em francês) e vídeo, no Blog de Sayed Hassan.





Tradução: Jihan Arar


Agora, muitas coisas estão claras como o sol e, apesar da complexidade da situação na Síria, dissipou-se a névoa que assolava as mentes, caíram as máscaras que cobriam muitos rostos, a realidade destruiu muitas das falsas expressões e expôs as mentiras, nas quais tantos queriam fazer o mundo acreditar. [...]

Os nossos questionamentos, como sírios, giram em torno do que a Síria enfrentará, no âmbito da aceleração dos acontecimentos e do processo de destruição sistemática protagonizado pelos grupos terroristas, em níveis sem precedentes em termos de terrorismo.

O que aí se vê é indício da mentalidade criminosa dos governantes dos países que apoiam o terrorismo e, ao mesmo tempo, é a expressão do fracasso de seus métodos anteriores, que objetivavam empurrar o povo sírio para um pântano de ilusões.