segunda-feira, 5 de março de 2018

Putin grita "Paz!" e truca* Trump**



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Em dezembro de 2002, o presidente George W. Bush proclamou que os EUA abandonavam unilateralmente o Tratado dos Mísseis Antibalísticos de 1972 [ing. ABM Treaty] que interrompera o desenvolvimento de mísseis nucleares e de sistema de antimísseis para derrotá-los.

Bush medíocre e arrogante achava que a tecnologia espacial dos EUA estaria avançando tão rapidamente que logo neutralizaria a força dos mísseis balísticos intercontinentais [ing. ICBM] russos.  Bush nunca passou de fantoche. O poder real que o fazia mover boca e braços e operava por trás dele era o vice-presidente Dick Cheney, principal neoconservador daquele governo, que zombou dos russos, falava da Rússia como "posto de gasolina" e estava decidido a pôr os EUA no trono da dominação global.

Rota da Seda de Xi chegou para ficar, por Pepe Escobar

2/3/2018, Pepe Escobar, Asia Times


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Bastaram duas frases para Xinhua noticiar fato histórico relevante: o Comitê Central do Partido Comunista Chinês "propôs remover a expressão 'o presidente e o vice-presidente da República Popular da China governarão por no máximo dois mandatos consecutivos', da Constituição do país".


Tudo será confirmado ao final da próxima sessão do Congresso Nacional do Povo que se iniciará semana que vem em Pequim.

Seguiu-se a devida tempestade geopolítica made in Ocidente: a infalível condenação do "regime" e o "renascimento autoritário" e todo o espectro da demonização de praxe do "ditador vitalício" e de "o novo Mao". É como se o Novo Imperador estivesse assumindo o chicote para dar início a neo-iminentes Grande Fome, Revolução Cultural e Tiananmen, num combo.

sábado, 3 de março de 2018

Quem faz o que na Síria (2/2): Síria assume a iniciativa

26/2/2018, Ghassan Kadi, The Vineyard of the Saker


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

Ver também

Quem faz o que na Síria e por que (1/2)10/2/2018, Ghassan Kadi (traduzido em Blog do Alok)
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Em meu artigo anterior "Quem faz o que na Síria e por que", expressei minha visão de que é altamente improvável uma guerra total na Síria. De fato, essa tem sido minha visão, sem alterações, já há anos, contra as teorias belicistas pró-guerra total que sugeriam que os EUA estariam a um passo de bombardear a Síria e reduzir o país a ruínas.

Isso, porque sempre acreditei que a Síria é diferente de todos os demais países contra os quais os EUA inventaram guerras; a Síria tem foguetes que podem alcançar Israel, e basta isso, como fator de contenção que blinda a Síria, com que outros países não podem contar. Se essa realidade formou a base do que se tornou uma sólida aliança entre Síria e Rússia, nada aí deveria nos surpreender.

Discurso do Presidente Vladimir Putin [2/2]

1/3/2018, Sala Manege, Moscou, Rússia (Website da presidência) 

Vídeo legendado em inglês, aqui 
Essa parte 2/2 começa em 1:15'15"

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


(Estamos aguardando a tradução da 1ª parte, que logo será distribuída.)

À Assembleia Geral da Federação Russa e ao Parlamento Russo


"Àqueles que nos últimos 15 anos dedicaram-se a acelerar a corrida armamentista e buscaram arrancar vantagens unilaterais contra a Rússia, impondo restrições e sanções – que são ilegais do ponto de vista da Lei Internacional –, com vistas a conter nosso desenvolvimento nacional, inclusive na área militar, digo o seguinte:


– Tudo que vocês tanto tentaram impedir que acontecesse, com essa sua política ilegal, já aconteceu. Ninguém conseguiu conter a Rússia."

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[...]

Todos os projetos e prioridades de que falei hoje, como o desenvolvimento urbano, investimentos em infraestrutura, educação, saúde, o meio ambiente, tecnologias e pesquisa de inovação para apoiar a economia, promover os talentos, a juventude, tudo isso está sendo concebido para uma tarefa estratégica – o desenvolvimento realmente renovador da Rússia.

Ao mesmo tempo, não podemos esquecer de cobrir, de modo confiável, as questões de segurança da Rússia.

quinta-feira, 1 de março de 2018

Mais uma guerra que os EUA perderam: Afeganistão, novo conector na integração da Eurásia, por Pepe Escobar

26/2/2018, Pepe Escobar, Asia Times


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




A inauguração do gasoduto TAPI (Turcomenistão-Afeganistão-Paquistão-Índia) sinaliza que Cabul está a bordo, no grande projeto da integração da Eurásia.

Uma das mais dramáticas sagas que se desenrolam no que há muito anos batizei de Oleogasodutostão, acaba de passar por virada decisiva.


O gasoduto TAPI (Turcomenistão-Afeganistão-Paquistão-Índia), de US$8 bilhões e 1.814 km de extensão, foi oficialmente inaugurado ontem, com grande pompa, e com transmissão ao vivo pela TV afegã, na fronteira entre Turcomenistão e Afeganistão, perto de Herat.

O presidente do Afeganistão Ashraf Ghani recebeu o primeiro-ministro paquistanês Shahid Khaqan Abbasi, o presidente turcomeno Gurbanguly Berdymukhamedov e o ministro de Relações Exteriores da Índia M.J. Akbar.

Esquerda socialista: Nossa via até o poder

12/5/2017, Vivek Chibber,* Jacobin Magazine**


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

Entreouvido na Vila Vudu:

Tá, tá, tá! OK,OK. É claro que temos de analisar a experiência da Revolução Russa para tentar extrair dela as lições aproveitáveis. Mas é erro grave supor que a Revolução Russa seja "o mais bem-sucedido experimento de política socialista até hoje". É núúúúúúncaras que me pegarão interpretando a história do comunismo pelos editoriais de O Estado de S.Paulo e ou New York Times.

O mais bem-sucedido experimento da política socialista no século 21 é a Revolução Chinesa, na qual Deng Xiaoping é Mao genialmente updated, e cujo pensamento brotaria também nos trópicos, em boca de Joãozinho Trinta: "Enriquecer é sublime. Só intelectual gosta de miséria."
Fooooooooooooorça, presidente Xi Jinping! 




Cem anos depois da Revolução Russa, estamos num momento especial, em décadas. Com os partidos tradicionais social-democratas e o neoliberalismo caídos em desgraça, novas oportunidades afinal emergem para a Esquerda radical.

Cada crise encontra algum tipo de resolução, e a crise que atravessamos também encontrará. Em que dará depende em grande medida de como a Esquerda responda. Se jogarmos corretamente as cartas que temos, a abertura pode ser ocasião para iniciar novo ciclo de organização – revitalizar partidos de Esquerda onde seja possível e iniciar novos partidos, se os que há provarem-se imunes a qualquer tipo de reforma.(...)

Lição de sociologia política para Mueller*- Moro ®

18/2/2018, John Helmer, Dances with Bears, Moscou


"E tudo é sempre e só o mesmo veeeeeeeeeelho Projeto Pontes para a CIA, dos Moros de cá e de lá de sempre..."
"Ereção: Jamais pronuncie essa palavra (só se aplica a prédio de universidades  cujos proprietários sejam 'ministros' de STFs nos trópicos)." (Gustave Flaubert, Dictionnaire des idées reçues, 1913, verbete Erection [updated])[1]


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Os três poderes que decidem o destino dos governos são a força, a fraude e a subversão, quer dizer: canhões, dinheiro e mídia-empresa.

O Império Romano foi bom no uso de exércitos pequenos para combater exércitos muito maiores; concentrando com talento as próprias forças, deram jeito de controlar territórios muito maiores do que as legiões conseguiriam cobrir. O Império Bizantino soube como ninguém naquela época subornar nativos, para mantê-los fieis; pré-requisito nesse caso foi a inteligência para identificar a quem pagar, quanto e como e com que frequência. O Império Britânico usou a subversão para dividir e governar quase todos os seus alvos coloniais, mas onde os britânicos tiveram de enfrentar ou o poder do fogo ou o poder da inteligência, eles foram derrotados – pelos colonos norte-americanos, pelos maoris, pelos bôeres, pelos alemães, pelos japoneses.