quarta-feira, 3 de maio de 2017

Programa da Frente Nacional, França, 2017 [resumido]

https://www.marine2017.fr/wp-content/uploads/2017/02/projet-presidentiel-marine-le-pen.pdf

















Perdoem a correria e o mau jeito nos 'resumos'. Foi o que deu pra fazer. Correções e comentários são bem-vindos.


Claro está q, dos 144 artigos do Programa, os que geram todo o furor 'democrático' e 'ético' e 'jornalístico' e 'humanitário' que desaba na França contra a candidata Marinne, que nada tem de fascista – mas que disputa votos contra a praga dos Rotschild – são dois:



ARTIGO 118 A favor de a França sair imediatamente da OTAN ("e nunca mais se envolver em guerras que não são suas"); e



ARTIGO 122 A favor "Engajar a França a serviço de um mundo multipolar fundado sobre a igualdade em direito das nações, a concertação permanente e o respeito à independência (...)" [são palavras de Putin, quase sem tirar nem pôr].



Consideradas as dimensões do opositor e da luta, o resto é perfumaria. 



Mas entende-se que Mélenchon não tenha recomendado nem voto nem abstenção nem coisa alguma, porque  tem longo compromisso político com os imigrados e imigrantes e ele mesmo é filho de imigrados marroquinos. Dado q Marinne nem tenta qquer política de salvação dos imigrados (tecnicamente são ilegais no país), a decência humana e política paralisou o melhor candidato de esquerda que a França já teve em eras. Mas a luta é essa. É desapegar e encarar.

França: Dois mapas e uma eleição

25/4/2017, Jacques Sapir, Russeurope, Hypotheses















O livre comércio põe em oposição e em disputa histórias sociais diferentes e as puxa todas para baixo. O livre comércio não põe em oposição, muito menos em disputa, nem diferentes projetos 'de empreendedorismo' nem diferentes empresas."





São os latidos da matilha 'jornalística' que querem empurrar todos para uma só boiada que só admite seguir Emmanuel Hollande, não sendo François Macron, sob pena de o 'diferente' fazer-se açoitar por gritos hoje ensurdecedores de "fascista" (...). A matilha 'jornalística' pratica hoje o "eu-apelismo", neologia que faz lembrar [em francês] os latidos da cachorrada. Ao fazê-lo, a matilha comprova o velho dito que ensina que o cão não morde a mão que o alimenta…

Lamentar, trapacear ou comandar - Opções de Putin, ante a junta militar que governa os EUA

11/4/2017, John Helmer, Dances with Bears, Moscou













Como governar um país que é alvo de guerra dos doidos que chefiam uma junta militar em outro país?

Não estou perguntando sobre as opções de Joseph Stalin em agosto de 1939, antes que ele e Adolph Hitler decidiram-se a favor de uma trapaça, para Stálin ganhar tempo, a qual ficou conhecida como Pacto Alemão-Soviético de Não Agressão. Tampouco estou perguntando sobre Bashar al-Assad e Síria, nem sobre Kim Jong-un e Coreia do Norte.

Essa é a pergunta que o presidente Vladimir Putin é obrigado a fazer, sobre as opções da Rússia ante um regime nos EUA no qual, como o Kremlin agora reconhece, instalou-se uma junta militar por trás do governo de fachada do presidente Donald Trump. "Os russos já vimos acontecer tudo isso antes", Putin declarou ontem.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Trump, meu rei: você não pode brigar contra o mundo inteiro

30.04.2017, Eric Margolis - Information Clearing House


tradução de btpsilveira






Talvez nosso presidente dos EUA creia que obteve uma vitória espetacular sobre aqueles malvados bandidos da Síria, por ter despejado alguns mísseis de cruzeiro contra uma de suas bases semidesérticas. Talvez Trump esteja acreditando que deixou os diabos russos tremendo de medo e levou aqueles chineses em sampans (barco rústico usado na China, feito de três pranchas de madeira e impulsionado a remo – aqui usado pelo autor significando que Trump acredita que os chineses são primitivos. A palavra tem origem no cantonês sam[três]/bam[pranchas] – NT) à mais submissa obediência.

Sua Mãe de Todas as Bombas, de 11.000 quilos, despejada contra o Afeganistão deve manter os malfeitores do Talibã sossegados por algum tempo, embora o Pentágono tenha afirmado que o alvo era um grupo – Khorasan – que na realidade talvez nem exista.

Os maiores malfeitores, aqueles loucos da Coreia do Norte, poderiam estar na iminência de sentir a força do porrete militar (norte)americano se não se comportarem.

Não contente de estar a ponto de iniciar uma nova Guerra com a Coreia do Norte, o presidente Trump agora está apontando o porrete para outro bicho papão predileto dos EUA, o Irã. Para os Trump, o Irã é veneno puro.

Presidente Bachar Al-Assad, mensagem à América Latina: "Não acreditem no Ocidente"

Damasco, 28/4/2017, entrevista, vídeo (23"), à rede Telesur , Venezuela












TeleSur: Obrigado por nos receber, Sr. Presidente.

Presidente Bachar al-Assad: Sejam bem-vindos à Síria, o senhor e o canal TeleSur.

TeleSur: Comecemos pelo mais recente. Rússia tem advertido que é possível que novos ataques químicos forjados estejam sendo preparados. Como a Síria preparou-se contra isso?

Presidente Bachar al-Assad: Para começar, os terroristas, durante anos e em mais de uma ocasião e em mais de uma região em absolutamente toda a Síria usaram substâncias químicas. Por isso mesmo, pedimos à Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) que enviasse especialistas habilitados para investigar o que acontecia, mas cada vez que pedíamos os EUA impediam as investigações ou impediam que viessem as comissões de investigação. Semana passada, aconteceu novamente: quando exigimos que se fizessem investigações sobre o suposto uso de armas químicas em Jan Sheijun, EUA e aliados impediram que a resolução fosse aprovada na OPAQ.

Nós continuamos insistindo e tentando, com nossos aliados russos e iranianos, que aquela Organização envie uma equipe que investigue o que aconteceu. Porque se essa investigação não acontecer, os EUA repetirão outra vez e outra vez sempre a mesma farsa em torno do uso de armas químicas, (como "operação sob falsa bandeira") em algum outro lugar da Síria, para acumular pretextos para intervir militarmente com o objetivo de apoiar o terroristas.

Mélenchon, a boiada e a dignidade política, por Jacques Sapir

28/4/2017, Jacques SapirRouseurope, Hypotheses













Desde que se divulgaram os resultados do primeiro turno da eleição presidencial [na França], quer dizer, desde a noite do domingo passado, Jean-Luc Mélenchon vem enfrentando uma chuva de críticas tão indecentes quanto sem justificativa. A causa é a decisão que anunciou, de não tomar partido no duelo entre Mme. Marine le Pen e M. Emmanuel Macron. Por isso, Mélenchon está sendo acusado de todos os males, num movimento de histeria coletiva no qual os fatos são manipulados de modo vergonhoso.

Mais uma vez, é a boiada de jornalistas contratados para matar. Dessa vez, ativa com extraordinária falta de vergonha, o que deixa à vista o seu lado político a favor de todas as escolhas retrógradas propagandeadas por Emmanuel Macron. Esse "eu-apelismo" [fr. "jappellisme"], para usar uma neologia inventada por alguns jornalistas, faz ver a transformação massiva, embora, claro, não total, dos jornalistas em propagandistas. Tivemos o aperitivo, na campanha para o referendo de 2005.

O que os BCs fizeram é "inacreditável, sem precedentes"

30/4/2017, Tyler Durden, Zero Hedge


Ver também: Geopolítica do sistema de Banco Central, 17/3/2016, Valérie Bugault, Katehon

(OU: Se o negócio já é assim nas grandes 'democracias' do mundo... imaginem só comé o negócio no Brasil do Golpe, com o Banco Itaú sentado em cima do Banco Central... [pano rápido]













Começamos esse domingo tranquilo com uma historieta 'geral', contada pelo Gerente Geral de Investimentos Eric Peters, explicando por que os que os bancos centrais estão tentando fazer é impossível, por que a tendência da inflação nos últimos 70 anos é "inacreditável e sem precedentes" e por que a "supressão da volatilidade", mais cedo ou mais tarde, fracassará.